BIBLIA ORTODOXA

domingo, 20 de Março de 2011

YAOHÚSHUA (Jesus) desceu ao inferno ou ao seol/hades entre a Sua morte e ressurreição? | ARTE | PREDESTINAÇÂO | RAZÂO | CÉREBRO | POLÍTICA











DESCENDIT AD INFERNA”:
UMA ANÁLISE DA EXPRESSÃO “DESCEU AO HADES”
NO CRISTIANISMO HISTÓRICO
Heber Carlos de Campos

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A expressão “desceu ao Hades,” com referência a Cristo, não é encontrada em nenhum lugar das Escrituras. Afirma-se que o Redentor “desceu às regiões inferiores, à terra” (Ef 4.9),1 mas não que ele desceu a um lugar chamado Hades depois da sua morte e sepultamento. Todavia, esta expressão apareceu em dois credos da igreja cristã antiga, ainda que com palavras diferentes. A primeira ocorrência está no Credo Apostólico, que tem a expressão latina “descendit ad inferna” (desceu aos infernos/Hades), e a outra encontra-se no Credo de Atanásio, com a expressão latina “descendit ad inferos” (desceu às regiões inferiores).
O estudo desta matéria será desenvolvido abaixo, primeiro historicamente, depois teologicamente e então biblicamente.
I. ANÁLISE HISTÓRICA DA “DESCIDA AO HADES”
A expressão “desceu ao Hades,” que aparece no Credo Apostólico, não faz parte das suas formas mais antigas. Ele sofreu alterações posteriores, uma das quais foi a expressão acima. Witsius afirma:
É digno de nota que, antigamente, aqueles credos que possuíam o artigo sobre a descida de Cristo ao inferno, não continham o artigo relativo ao seu sepultamento, e aqueles nos quais o artigo com respeito à descida ao inferno foi omitido, de fato continham o artigo relativo ao sepultamento.2
Rufino, o bispo da igreja de Aquiléia, fez alguns comentários sobre o Credo Apostólico em sua Expositio Symboli Apostolici, por volta do final do século IV, dizendo que essa cláusula nunca foi encontrada nas edições romanas (ou ocidentais) do credo. Rufinus acrescenta que a intenção da alteração do Credo em Aquiléia não foi a de acrescer uma nova doutrina, mas a de explicar uma antiga e, portanto, o credo de Aquiléia omitiu a cláusula “foi crucificado, morto e sepultado” e a substituiu por uma nova cláusula, “descendit ad inferna.”3
Portanto, originalmente a expressão descendit ad inferna não fazia parte do Credo Apostólico. No tempo de Rufino, ela apareceu inserida no Credo, mas não como um acréscimo ao que já havia, sendo apenas uma expressão substitutiva de “crucificado, morto e sepultado.” O Credo de Atanásio4 (escrito por volta do século V ou VI) segue mais ou menos a mesma ideia do Credo de Aquiléia, onde a expressão “desceu ao Hades” substitui a expressão “sepultado,” não sendo um acréscimo a ela. Até então, não havia nenhuma modificação significativa na doutrina cristã com respeito à situação da pessoa do Redentor ao morrer, pelo menos nas traduções mais conhecidas do Credo.
Enquanto houve a omissão da cláusula “sepultado” e o aparecimento da cláusula substituta “desceu ao Hades,” ou vice-versa, não surgiu nenhum problema teológico novo. Este apareceu quando as duas expressões acima apareceram no mesmo Credo, uma após a outra. Por volta do século VII, a cláusula descendit ad inferna apareceu em outros credos, mas como um acréscimo a “crucificado, morto e sepultado,” e não como expressão substitutiva dessas coisas acontecidas a Cristo. A partir de então, uma nova doutrina começou a aparecer dentro da igreja cristã, ou seja, a descida de Cristo a um local chamado Hades, após o seu sepultamento. Daí as várias traduções do Credo Apostólico aparecerem assim: “Padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado. Desceu ao Hades. Ao terceiro dia, ressurgiu dos mortos.”
De onde surgiu esta inserção? É difícil identificar a sua trajetória, mas há alguns indícios. Witsius menciona que, por volta de 359, “encontraram-se em Constantinopla cerca de cinquenta pessoas, e lá compilaram um Credo, no qual professavam que criam em Cristo, que foi morto e sepultado e que ‘penetrou as regiões subterrâneas, nas quais até mesmo o Hades foi golpeado com terror’,”5 o que dá a entender um sentido diferente e que vai além de um sepultamento, contrastando com o entendimento de Rufino. J. N. D. Kelly também menciona que na doxologia da Didascalia siríaca, que parecia uma formulação credal, havia a seguinte expressão: “Que foi crucificado sob Pôncio Pilatos e partiu em paz, a fim de pregar a Abraão, Isaque e Jacó e a todos os santos a respeito do fim do mundo e da ressurreição dos mortos.”6
O descensus (“descida”), como uma atividade de Cristo num mundo inferior entre a sua morte e a sua ressurreição, não apareceu, a princípio, nas formulações credais da igreja ocidental. Porém, sob a influência do pensamento da igreja oriental desde tempos bem antigos,7 veio a aparecer posteriormente até mesmo nas formulações ocidentais. Kelly afirma: “Deveria ser observado que após Santo Agostinho é que prevaleceu o hábito ocidental de explicar 1 Pedro 3.19 como um testemunho da missão de Cristo aos contemporâneos de Noé muito antes de sua encarnação.”8
A doutrina, que usualmente é chamada de “Descida ao Hades,” desenvolveu-se de forma efetiva na igreja cristã com o passar dos séculos, numa tentativa de reviver a doutrina pagã do Hades. Dentro do pensamento grego havia um lugar para onde iam todos os mortos — o Hades. Este era dividido em dois setores: o Elísio (para onde iam todos os bons) e o Tártaro (para onde iam todos os maus). Esta ideia greco-pagã é razoavelmente coerente, pois pelo menos os maus iam para o lugar chamado inferno, que é uma das traduções de Tártaro, e os bons iam para o paraíso, que é a tradução de Elísio.
Alguns cristãos, com base numa análise equivocada do texto de 1 Pedro 3.18-209 e com o apoio da expressão “desceu ao Hades” inserida no Credo Apostólico, tomando a ideia de Hades do conceito pagão, acabaram criando um Hades inconsistente, também com duas divisões: os bons vão para o Paraíso e os maus para o Hades. Isto quer dizer que, se alguém perguntar a estes cristãos qual é a composição do Hades, a resposta será: Paraíso e Hades. A visão pagã desta matéria é muito mais consistente que a dos cristãos, influenciados pelo conceito pagão de Hades. Do século VII em diante, apareceu uma nova doutrina sobre a atividade de Jesus Cristo após a sua morte e sepultamento num outro lugar que não o céu.
Portanto, durante a história da igreja o pêndulo vai oscilar entre a descida de Cristo ao Hades enquanto esteve entre nós (especialmente ao ser crucificado e sepultado) e uma descida a um local chamado Hades, entre a sua morte e ressurreição. Neste último caso, o grande problema é definir o que ele foi fazer lá. É disso que trataremos com mais detalhes neste ensaio.
II. ANÁLISE TEOLÓGICA DE VÁRIAS TRADIÇÕES SOBRE
A DESCIDA AO HADES
As várias tradições teológicas mencionadas abaixo, refletindo os seus pressupostos teológicos, deram as suas próprias explicações à expressão “desceu ao Hades” na história da igreja. Houve várias divergências entre os herdeiros da Reforma, que serão analisadas ligeiramente adiante.
A. Visão da Tradição Católica
O entendimento católico é o de que Cristo, após a sua morte, foi ao limbus patrum.10 Na teologia católica, esse lugar é para onde vão os mortos que não são salvos pela graça, mas que não podem ser classificados como pagãos ou mesmo como pecadores réprobos. Esse lugar fica nas bordas do inferno e do purgatório; todavia, não deve ser confundido com eles. O limbus patrum, segundo a teologia católica, não é um lugar de tormentos. É o “seio de Abraão,” ao qual Cristo se refere na parábola do rico e Lázaro. O inferno é o lugar de condenação eterna enquanto que o purgatório é um lugar temporário de punição purgativa reservada para os cristãos que morrem com as manchas dos pecados veniais ou que morrem sem a devida penitência pelos seus pecados.
No limbus patrum, os santos do Antigo Testamento esperavam a sua redenção ser consumada por Jesus Cristo, o que se deu em seu descensus ao Hades. Ali Jesus concedeu às almas dos santos do Antigo Testamento que haviam morrido os benefícios do seu sacrifício expiatório, pois eles estavam esperando o anúncio final da sua salvação. Essa ideia católica desenvolveu-se principalmente na Idade Média, quando se tornou popular.
Os teólogos escolásticos também ensinaram que, ao mesmo tempo em que uma descida temporal e espacial ocorreu somente no limbus patrum, outros efeitos dessa descida estenderam-se a outras regiões do Hades, tais como a manifestação da glória de Cristo sobre o Diabo e os condenados e o cumprimento da esperança para os do purgatório.11
Portanto, se esta explicação é a correta, Jesus Cristo teria descido especificamente a um dos compartimentos do Hades, que é o lugar dos bons, anunciando-lhes a salvação consumada. Ele não foi efetivamente ao lugar dos ímpios.
B. Visão da Tradição Anglicana
Por volta de 1537, a teologia anglicana, numa formulação semi-protestante elaborada no tempo de Henrique VIII, sustentava uma doutrina sobre a descida de Cristo ao Hades semelhante à noção católica, mas com alguns aspectos distintos: a alma de Cristo desceu ao inferno para conquistar a morte e o Demónio e para libertar as almas “daqueles homens justos e bons, que desde a queda de Adão morreram por causa de D-us e na fé e na crença deste nosso Salvador Jesus Cristo, que estava para vir.” A sua conquista do Demónio destruiu qualquer reivindicação que o Diabo tinha sobre os homens, e a descida foi parte do “resgate” pago por Cristo.12
No período do rei Eduardo VI (1547-1553), houve algumas variações no conceito da descida ao Hades. Thomas Becon elaborou um catecismo,13 onde pergunta: “Cristo sofreu dores também no inferno?” Então, ele responde:
De modo algum. Pois quaisquer que tenham sido as dores que tivesse que sofrer por nossos pecados e impiedades, ele as sofreu todas em seu bendito corpo sobre o altar da cruz.14
Embora esteja absolutamente certo nisso, Becon também acrescenta que “ele não desceu ao inferno como uma pessoa culpada para sofrer, mas como um príncipe valente para conquistar...”15
Essa concepção trouxe modificações ao pensamento católico, sendo um pouco mais imaginativa que a tradição anterior. No seu catecismo, Becon deixou transparecer não somente uma teologia de pagamento de penalidade no Hades, mas também uma espécie de teologia do triunfo,16 mesmo estando Jesus Cristo no estado de humilhação, evidenciando uma ligeira semelhança ao pensamento do luteranismo influenciado por Melanchton, que estudaremos adiante.
C. Visão da Tradição da Reforma Radical
Em linhas gerais, há três correntes dentro da reforma radical17 com respeito ao descensus. Por essa razão, a exposição dessa corrente será um pouco mais longa:
1. O DESCENSUS COMO UM ATO DIVINO
Kaspar Schwenckfeld (1489-1561)18 sustentou que um Jesus divino havia descido ao inferno e este foi um ato unicamente de seu próprio ser divino. Nada da sua natureza humana foi ao Hades. O “espírito vivificado” é o Espírito Santo através do qual a natureza divina foi e pregou no Hades. A ideia é a de um Jesus celestial descendo ao inferno, estabelecendo um púlpito para pregar aos mortos do mesmo modo como o fez enquanto pregou aos vivos: “[Cristo] desceu à prisão [do inferno] e pregou através do Espírito, proclamando-lhes a salvação e o evangelho da graça pelo qual eles haviam estado esperando com grande expectativa.”19 Jesus veio do céu e “tirou todas as suas almas da masmorra da prisão, e as conduziu consigo para o seu reino celestial e ao lugar preparado, e deixou vazia a corte exterior do inferno.”20 Esta última afirmação de Schwenckfeld é espantosa! O inferno esvaziou-se com a obra de pregação do Jesus celestial! Não ficou ninguém na condenação. É uma outra maneira de ensinar um universalismo salvador. Além disso, não há nada de humano naquilo que Jesus teria feito no inferno. Era típico do movimento da reforma radical uma espécie de docetismo, um movimento teológico na história da igreja que negou a plena encarnação e humanidade de Jesus Cristo. Além disso, não foi o Jesus divino que pregou, mas a Terceira Pessoa da Trindade, o Espírito Santo.
2. O DESCENSUS COMO UM ATO HUMANO
Agora é a vez dos anabatistas Johannes Schlaffer e Johannes Spittelmaier, que ensinaram uma ideia totalmente oposta à anterior. Quem desceu ao inferno foi um Jesus totalmente humano. A descida ao Hades foi uma função da natureza humana do Redentor e é um ritual pelo qual somente o homem deve passar. “Além disso, foi o Jesus mortal que desceu e o Pai divino quem o libertou de lá.”21
O descensus foi realizado por um Jesus humano, que carece da ajuda do Pai para ser resgatado, antes que por um ser divino. Todavia, o sentido importante do descensus não foi a encarnação, mas o Madeiro. Este pensamento é bem diferente do primeiro porque torna o descensus algo que aconteceu neste mundo, não num mundo inferior, localizado fora de nosso mundo. O colega de Schlaffer, Spittelmaier, identificou “o inferno deste mundo” de Schlaffer com o inferno de perseguição nas mãos dos cristãos ortodoxos.22
Portanto, na concepção destes anabatistas, todos os cristãos que sofrem neste mundo por causa de Cristo compartilham dos mesmos tormentos que Jesus suportou. Estes sofredores são libertados dos sofrimentos infernais do futuro porque já experimentaram os sofrimentos semelhantes aos de Cristo.23 Neste caso, os sofrimentos de Cristo sobre o Madeiro foram mais um exemplo para os seus,24 e não sofrimentos penais, diminuindo-se, assim, o valor substitutivo e penal dos sofrimentos de Cristo.
3. O DESCENSUS COMO UM ATO DO SER DIVINO E DOS SERES CELESTIAIS E HUMANOS
Uma outra variação do descensus entre os simpatizantes da reforma radical foi a de Miguel Serveto (1511-1553),25 que Friedman denomina de bizarra.26 À semelhança de Schwenckfeld, ele cria que o corpo de Cristo era composto de material celestial, sendo acentuadamente divino.27 Todavia, Cristo não poderia ficar despojado de sua humanidade ao ser confrontado com Satanás no inferno. A humanidade de Cristo está vinculada ao seu pacto pessoal com o crente, dentro de quem todo mal e o pecado residem. Embora crendo na divindade de Cristo, Serveto “acrescentou uma dimensão totalmente nova à teoria do descensus, porque viu esse evento como um capítulo adicional da batalha cósmica e eterna entre D-us e Satanás, que eventualmente culmina no Apocalipse.”28 A fim de se entender como D-us falhou na batalha contra Satanás e como o Filho tentou descer ao inferno mas também deixou de alcançar a vitória, é necessário conhecer a teoria do mal esposada por Serveto.29 Desde a Queda, Satanás tomou posse da terra, ocasionando a retirada de D-us do ser humano e a entrada da serpente no mesmo. Quando Jesus desceu aos infernos “para resgatar os santos do Antigo Testamento, ele não pode destruir o poder de Satanás dentro da sua própria cidadela.” Escrevendo a Calvino, “Serveto observou que Cristo não desceu à sepultura ou ao lugar onde os corpos dos mortos são colocados, mas na corte mais interior do inferno, onde as almas são tornadas cativas.”30 Todavia, os esforços divinos foram frustrados porque Satanás encarnou-se neste mundo como o papa, que fala pela igreja de Cristo. Os crentes do Antigo Testamento foram libertos, mas a igreja cristã está sob as garras de Satanás encarnado. A doutrina cristológica e trinitária da igreja desde Nicéia é o ensino pervertido de Satanás.31
Como D-us havia falhado no Éden (melhor, Pomar numa Várzea) e Cristo falhou no seu descensus, D-us providenciou outro descensus com manifestação divina, o qual, no entender de Serveto, haveria de ocorrer em 1585, com a descida do arcanjo Miguel. “Após a glorificação do Anticristo (a forma papal de reinado) uma nova glorificação de Cristo é necessária.”32 Além desta manifestação do arcanjo Miguel, os cristãos também participam desta luta contra Satanás. Segundo o pensamento de Serveto, todos devem descer ao inferno e expor as suas almas à morte sangrenta na luta contra o Anticristo.33 Para Serveto, um Jesus divino desceu ao inferno para libertar os crentes do Antigo Testamento e todos os cristãos devem reproduzir em suas próprias vidas a batalha de Cristo contra Satanás. O cumprimento do descensus se daria somente em 1585, quando o arcanjo Miguel haveria de descer para destruir a Satanás.34
D. Visão da Tradição Luterana
A interpretação luterana é bem diferente da interpretação das tradições anteriores. Embora Jesus Cristo tenha ido literalmente ao Hades entre a sua morte e ressurreição, o propósito foi o de proclamar a sua vitória sobre Satanás. Lutero vê nesse descensus a conjunção do triunfo de Cristo sobre Satanás com a ideia de levar cativo o cativeiro.
A grande dificuldade desta interpretação é que ainda não tinha havido nenhuma manifestação de vitória de Cristo, pois a ressurreição ainda estava por acontecer. O resultado do pensamento de Lutero é que, na tradição luterana, a descida ao Hades é o primeiro estágio da exaltação de Cristo.
Na teologia luterana, o descensus ao Hades é tomado com muita seriedade por causa da importância da expressão para essa tradição da Reforma. Todavia, os luteranos não se aventuram a explicar o descensus em seus detalhes, pois deve ser aceito somente pela fé.35 Não é fácil reconciliar as diferentes afirmações de Lutero a respeito da descida de Cristo ao Hades,36 pois ora ele falava da mesma em termos metafóricos, quando Cristo conquistou Satanás, ora em termos literais.37 Todavia, parece-nos que foi Melanchton quem mais influenciou o luteranismo posterior, porque afirmou uma descida real e espacial de Jesus ao Hades e, acima de tudo, tornou esse ato de Jesus uma parte do seu triunfo.38
O ensino do luteranismo confessional aparece em dois lugares da Fórmula de Concórdia, que é um dos símbolos de fé luteranos. A Fórmula de Concórdia tem duas partes: a Epítome e a Declaração Sólida. Na Epítome está escrito: “Porque é suficiente que saibamos que Cristo desceu ao inferno, destruiu o inferno para todos os crentes e redimiu-os do poder da morte, do diabo e da condenação eterna das mandíbulas infernais.”39 Na Declaração Sólida, há a seguinte afirmação: “Nós simplesmente cremos que a pessoa total, D-us e Homem, após o sepultamento desceu ao inferno, conquistou o Diabo, destruiu o poder do inferno e tirou do diabo o seu poder.”40
Lutero cria que Jesus Cristo, na sua natureza humana e divina, desceu ao inferno literalmente. Na única vez em que mencionou o assunto, ele disse: “Eu creio no Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, que morreu, foi sepultado e desceu ao inferno.”41 Portanto, para o pensamento luterano, a ida ao inferno foi posterior ao sepultamento.
E. Visão da Tradição Arminiana
É comum entre muitas pessoas a ideia de que a morte não coloca um fim no período em que Deus opera com a sua graça para salvar pecadores. Elas sempre tentam arranjar novas oportunidades para os ímpios serem salvos, mesmo que seja após a sua morte. Este é o caso de vários estudiosos de orientação arminiana, como veremos adiante.
Esta tendência da tradição arminiana evidencia-se naqueles que sustentam a noção mais comum desde os tempos antigos, de que Cristo teria descido ao Hades para pregar o evangelho não somente “a todos os piedosos falecidos na antiga dispensação que creram nele e compartilharam da salvação cristã,”42 mas também aos mortos em geral que não ouviram a pregação enquanto viveram neste mundo.
A evangelização no Hades também tem como finalidade pregar aos ímpios mortos para dar-lhes uma outra oportunidade de salvação. A doutrina da segunda oportunidade é bastante comum em círculos arminianos. Estas ideias baseiam-se numa interpretação equivocada de 1 Pedro 3.18-20. Eles afirmam que Jesus Cristo foi e pregou o evangelho de salvação aos espíritos em prisão no Hades.
A grande dificuldade da primeira ideia acima é que os santos do Antigo Testamento já haviam crido no Messias e, por isso, estavam justificados (Rm 4.3; Gl 3.6-9), o que torna desnecessária essa evangelização.
F. Visão da Tradição Reformada
Na teologia reformada, a expressão “desceu ao Hades” é muitas vezes omitida inteiramente do Credo dos Apóstolos. Quando, todavia, a expressão aparece, ela substitui “sepultado,” sendo a palavra Hades entendida como uma referência ao “sheol,”43 a região dos mortos, ou como uma referência ao estado de morte.44 Outras vezes, como pensa Calvino, o Hades significa o sofrimento e morte de Jesus como expressão do recebimento da justiça divina.
Calvino sustentava que a descida ao Hades foi a experiência das dores do inferno na alma de Jesus, enquanto o seu corpo ainda estava pendurado na cruz, especialmente a experiência da ira divina contra o pecado que ele suportou no lugar dos seres humanos, que se evidencia numa dor espiritual resultante do abandono de Deus. Ali na cruz, Cristo tomou sobre si as dores da punição que eram devidas a todo o seu povo.45
Estas ideias de Calvino foram transmitidas a alguns segmentos da Igreja da Inglaterra, no período do rei Eduardo VI, através dos ensinos do bispo anglicano John Hooper, que assim comentou a cláusula descendit ad inferna do Credo Apostólico, por volta de 1549:
"Eu creio também que enquanto ele estava sobre o dito Madeiro, morrendo e entregando o seu espírito a D-us seu Pai, ele desceu ao inferno; isto quer dizer que provou verdadeiramente e sentiu a grande aflição e peso da morte, e igualmente as dores e tormentos do inferno, o que quer dizer a grande ira de D-us e o seu severo julgamento sobre si, até ter sido totalmente esquecido por D-us... Este é simplesmente o meu entendimento de Cristo na sua descida ao inferno.46
Toda a tradição reformada sustenta, em alguma medida, o que foi dito acima, com algumas pequenas variações, mas sem qualquer prejuízo do entendimento geral de que a descida de Cristo ao Hades deve ser entendida como algo que aconteceu enquanto ele estava sob a ira de Deus no Calvário ou, no máximo, quando foi sepultado.
III. ANÁLISE BÍBLICA DA “DESCIDA AO HADES” NAS PRINCIPAIS
TRADIÇÕES DA REFORMA
Existe base bíblica para afirmar que Jesus Cristo experimentou o Hades — se por Hades entendemos a manifestação do juízo divino — mas não há fundamento bíblico para afirmar que ele desceu localmente ao Hades, após a sua morte e sepultamento. Todavia, é importante que façamos uma análise da interpretação bíblica das principais tradições da Reforma, a fim de que não ignoremos como pensam estes companheiros cristãos.
Dentre os vários textos utilizados pelas diversas correntes teológicas, o de 1 Pedro 3.18-20 é o mais usado e o mais abusado. Vejamos, portanto, a sua interpretação em algumas tradições teológicas.
A. Interpretação da Tradição Arminiana
Na tradição arminiana não existe uma interpretação única do texto de 1 Pedro 3.20, mas várias que sustentam a doutrina do evangelho da segunda oportunidade. Obviamente, a questão da pregação do evangelho no Hades, dentro do arminianismo, é matéria pertinente à extensão da morte de Cristo, que sem dúvida atinge a todos os seres humanos sem exceção. Os defensores desta concepção não conseguem aceitar que tantas pessoas tenham perecido sem salvação. Este pensamento certamente norteia a ideia da pregação evangelística da segunda oportunidade no Hades.
Geralmente, para provar que a pregação no Hades foi de caráter evangelístico, os seus defensores tentam associar o texto de 1 Pedro 3.19 com o de 1 Pedro 4.6, já que o primeiro texto recebe objeção, pois é visto como sendo um texto que não fala de evangelização.
Portanto, a probabilidade de que o significado de khru/ssein (“pregar”) em 1 Pedro 3.19 tenha esta conexão deve ser considerada como irresistivelmente forte contra qualquer outro sentido que não o da pregação do evangelho. A probabilidade é fortalecida pelo uso do verbo eu)hggeli/sqh (“foi pregado o evangelho”) em 1 Pedro 4.6, entendendo que devemos considerar este verso como tendo íntima relação com 3.19.47
Fica bastante difícil para os defensores do evangelho do Hades provarem a sua tese sem mencionar o texto de 1 Pedro 4.6, mas mesmo assim ela fica enfraquecida porque este texto não favorece a ligação com 1 Pedro 3.19. Mas isto veremos mais tarde.
Uma das interpretações mais curiosas é aquela dada no comentário do arminiano De Wette:
Os antediluvianos não haviam tido nenhum redentor e nenhum guia para a vida do Espírito. Portanto, D-us devia (se é que podemos usar essa expressão) suprir-lhes esta deficiência e, assim, por fim, o Senhor ressuscitado lhes trouxe a salvação no Hades.48
O grande erro desta interpretação é que a Escritura não lhe dá apoio e, além disso, Noé foi o pregador de D-us àquela geração antediluviana, como veremos adiante. Eles não ficaram sem testemunho de D-us. Portanto, não precisavam desta pregação no Hades.
Outros arminianos admitem que o evangelho já havia sido pregado à geração de Noé, e que esta pregação foi rejeitada, mas não foi uma rejeição definitiva. Por isso, a descida de Jesus ao Hades, conforme o seu entendimento de 1 Pedro 3.20, teria o caráter de uma segunda oportunidade. Um escritor desta linha de pensamento afirma que “muitos não foram endurecidos irrecuperavelmente.”49 Outro deles ainda afirma: “Estes homens que Pedro pensa que haviam perecido no grande julgamento de D-us, parece que em seu destino terrível não tinham se endurecido irrevogavelmente contra Deus.”50 A rejeição dos homens do passado não foi uma rejeição final do evangelho. “Não é possível que naquelas palavras ‘os quais nos outros tempos foram desobedientes’ possa haver uma sugestão de que esta sua desobediência tenha sido um ‘pecado eterno,’ que... é este o terrível destino daqueles que nunca têm perdão?” Esta interpretação é encontrada num dos comentários bíblicos mais populares entre os pastores, The Pulpit Commentary.51
Uma outra interpretação curiosa é a de que a pregação do evangelho no Hades foi dirigida àqueles que haviam se arrependido enquanto viveram aqui na terra, mas não tiveram tempo de confessar os seus pecados enquanto eram engolfados pelas águas do Dilúvio. Um destes defensores do evangelho do Hades, o bispo Horsley, tem dificuldade em crer que “os milhões que morreram no Dilúvio tenham morrido impenitentes,” e afirma ainda que “a proclamação benéfica do evangelho foi limitada àqueles que se arrependeram antes da morte.”52 Este tipo de pensamento baseia-se em mera e fantasiosa suposição. Portanto, o fundamento para este evangelho do Hades são simples hipóteses. Veja-se a citação a seguir:
Certamente não há nada que nos proíba supor que os antediluvianos aqui referidos (embora tivessem sido, por muito tempo, desobedientes e tivessem resistido à luta do Espírito de D-us mediante a pregação de Noé, enquanto a Arca estava sendo preparada) foram levados ao arrependimento e buscaram misericórdia, quando o dilúvio realmente veio.53
Não há qualquer fundamento bíblico para essa ideia. Ela reflete uma pura especulação, certamente governada por pressupostos arminianos sobre a extensão da expiação.
Outro defensor do evangelho do Hades afirma que a pregação no Hades é um ministério que Deus confiou a Paulo e aos outros apóstolos, com base numa análise falaciosa do texto de 2 Timóteo 1.12, que diz “estou bem certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia.” Segundo esta ideia, Paulo está no Hades, como os outros apóstolos, exercendo o seu ministério evangelístico, esperando receber o prémio dessa tarefa no dia final.
O gérmen deste pensamento encontra-se nas ideias de Clemente de Alexandria, “que assevera como ensino direto das Escrituras que o nosso Senhor pregou o evangelho aos mortos, mas pensa que as almas dos apóstolos devem ter assumido a mesma tarefa quando eles morreram.”54 Luckock também endossa a afirmação acima. Ele diz que “os apóstolos, seguindo o exemplo de nosso Senhor, pregaram o evangelho àqueles que estavam no Hades.”55 Engelder diz que até mesmo os seguidores de Edward Irving56 creram nisso, isto é, “que os apóstolos que morreram continuam a obra da pregação que Cristo começou em sua descida ao Hades.”57 Isto significa que a pregação do evangelho ainda continua a existir no Hades.
Ziethe, um dos defensores dessa posição, diz o seguinte:
Cremos que aquela grande obra de salvação, que o Filho de Deus começou com a sua descida ao inferno, será levada a efeito continuamente até ao fim dos tempos. Cremos que, no tempo presente, o evangelho também é pregado aos espíritos em prisão, a fim de que eles possam decidir a favor ou contra Cristo, para a sua salvação ou a sua condenação.58
Dificilmente encontraremos capacidade tão imaginativa para justificar o evangelho da segunda oportunidade no Hades. Em nome dos pressupostos arminianos, praticam-se grandes excentricidades exegéticas. É possível que ainda hoje vejamos alguns pregadores se aventurarem a afirmar que desceram aos infernos para pregar aos mortos. Não é de se espantar que ouçamos tais desvios teológicos em nome do amor às almas perdidas, sem levar em conta o ensino genuíno das Escrituras.
Ora, as excentricidades não param por aí. Não somente os apóstolos, mas os santos em geral também são considerados como pregadores dos infernos. O tão celebrado Pulpit Commentary, comentando o texto de Pedro, afirma: “Os santos que partiram espalham as alegres novas do evangelho entre os reinos dos mortos” (p. 145). De maneira convicta, mas equivocada, diz Luckock:
Nós exerceremos na outra vida, no mundo dos espíritos, sob condições espirituais, ministérios especiais e graças peculiares que marcaram o nosso trabalho e a vida neste mundo terreno... Os espíritos dos justos estão lá, e podemos muito bem imaginar os seus labores em favor dos outros, trazendo-lhes o conhecimento de Deus.59
Essas ideias também são puramente especulativas e altamente imaginosas. Esta imaginação vai ao ponto de tentar entender o plano de D-us ao retirar as vidas jovens deste mundo. Veja-se o que J. Paterson-Smith diz em seu livro The Gospel of the Hereafter:
Pense como ele (o evangelho do Hades) ajuda nas perplexidades a respeito de D-us quando retira desta vida os jovens e as pessoas úteis. Eu disse a um homem que perguntou “Por que Deus tira um vida nobre como esta e deixa tantas vidas tolas e inúteis neste mundo?” que talvez Deus não quisesse somente as pessoas inúteis e tolas... Os eleitos de Deus na vida futura são ainda eleitos de Deus para o serviço em favor dos outros.60
A morte prematura desses jovens é considerada como o início de um novo ministério no além túmulo. Ainda lá, para esses defensores do evangelho do Hades, é maravilhoso ver as pessoas evangelizando!
Estas pessoas revelam o desejo de querer ver o mundo dos espíritos sendo salvo, na sua totalidade, pela pregação da segunda oportunidade. Perguntamos: Até quando as almas dos apóstolos e dos crentes em geral permanecerão no Hades esperando que sejam recebidas no céu? Certamente este ensino não passa de um romantismo teológico, destituído de qualquer fundamento escriturístico.
B. Textos Usados pelos Defensores do Evangelho do Hades
Além dos textos de 1 Pedro 3.18-20 e 4.6, outros textos são usados pelos defensores do evangelho do Hades.
1 João 3.8 – “Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus, para destruir as obras do diabo.”
Na visão dos defensores do evangelho do Hades, é algo extremamente pernicioso pensar que a grande maioria dos pecadores ficou perdida, pois isso indicaria a derrota e não a vitória de Jesus Cristo. Um de seus proponentes disse: “Certamente se 8/9 dos homens e mulheres nascidos neste mundo perecem eternamente, então Satanás terá triunfado; Cristo terá fracassado em destruir as suas obras.”61 Jesus veio para destruir as obras do diabo, inclusive vencendo a oposição dos homens no inferno. Cristo foi aos infernos inclusive para buscar os perdidos que lá estavam. Se ele veio destruir as obras do diabo, então é necessário admitir que ele esteve no inferno para aniquilar as obras do diabo naquele lugar.
Esta é uma espécie de universalismo disfarçado de amor pelas almas perdidas, com o grave erro de se crer que o inferno é uma criação do diabo e um lugar das atividades atormentadoras do mesmo.
Mateus 5.26 – “Em verdade te digo que não sairás dali, enquanto não pagares o último centavo.”
O comentarista F. W. Farrar, pressupondo o evangelho do Hades, diz:
Se o destino daqueles pecadores (1 Pe 3.19; 4.6) não é irrevogavelmente fixado pela morte, então deve ficar claro e óbvio ao mais simples entendimento que nem necessariamente é o nosso ... Que os prisioneiros ali podem ser “prisioneiros da esperança,” decorre de Mt 5.26, onde a mesma palavra fulakh/n (“prisão”- v. 25) é usada.62
A esperança dos prisioneiros do Hades está no fato de o evangelho ser ali pregado. Mas a ideia de a pessoa ter que ser libertada gratuitamente pelo evangelho, quando tem que pagar até o último centavo, é absurda e contraditória. Se é o evangelho da graça, não há lugar para um pagamento feito pelo próprio homem. É impossível saldar qualquer débito no inferno. Quando objetado sobre este assunto, Farrar responde com a Escritura: “O que é impossível para os homens, é possível para Deus (Mt 19.26).” Este texto é uma grande saída, mas está citado totalmente fora de contexto. Não há qualquer autorização para este tipo de interpretação. É impressionante que tal interpretação tenha sido dada por alguém que escreveu tanto sobre hermenêutica. Ele próprio não aplicou no seu comentário a boa hermenêutica tão propalada na sua obra.63
Mateus 12.31-32 – “Por isto vos declaro: Todo o pecado e blasfémia serão perdoados aos homens; mas a blasfémia contra o Espírito não será perdoada. Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do homem ser-lhe-á isto perdoado; mas se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isto perdoado, nem neste mundo nem no porvir.”
A sentença parece indicar para alguns defensores do evangelho do Hades que há uma possibilidade de perdão de pecados no inferno, exceto para o pecado da blasfémia. Obviamente, os seus pressupostos arminianos devem conduzir a esta conclusão. Muitos intérpretes desatentos ao ensino geral das Escrituras poderão ter a mesma inclinação. Contudo, o texto está dizendo que o pecado contra o Espírito Santo especificamente não será perdoado em hipótese alguma, mesmo na eternidade (não no estado intermediário, no Hades). É a impossibilidade do perdão deste pecado que está explícita, não o perdão dos outros pecados no Hades, implicitamente.
Mateus 11.20-23 – “Passou, então, Jesus a increpar as cidades nas quais ele operara numerosos milagres, pelo fato de não se terem arrependido. Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e em Sidom se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido com pano de saco e cinza. E contudo vos digo: No dia do juízo haverá menos rigor para Tiro e Sidom, do que para vós outros. Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até o céu? Descerás até ao inferno; porque se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido até ao dia de hoje.”
Esta passagem é clássica para os defensores do evangelho do Hades. Para estes, ela indica que haverá a possibilidade, para aqueles que não tiveram a oportunidade de ouvir o evangelho neste mundo, de o ouvirem no outro mundo. Comentando esta passagem, Traub mostra que entre a população pagã de Tiro e Sidom, e a de Sodoma, houve aqueles que, se a salvação de Cristo se lhes tivesse sido anunciada, teriam aceito a salvação pela fé. Estas palavras de Jesus Cristo podem ser aplicadas de um modo genérico. Elas provam que, entre aqueles a quem o Evangelho não alcançou nesta vida, há alguns que o teriam aceito caso lhes tivesse sido pregado. Segue-se que a pregação que não os alcançou nesta vida, de algum modo lhes será suprida posteriormente, na vida além.64
Trata-se de um raciocínio de certa forma lógico, mas destituído do fundamento geral das Escrituras, porque entra simplesmente no terreno das hipóteses, que não pode e não deve ser levado em conta. O que o texto diz não é que tais pessoas terão a oportunidade de salvação no Hades, mas que receberão menor rigor no dia do julgamento. Com menor rigor a punição virá sobre eles, mas não a salvação.
Em resumo, chamei estas ideias de arminianas, não porque todos os arminianos as possuam, mas porque elas são próprias daqueles que ensinam uma espécie de universalismo de redenção e uma universalidade da decisão de D-us de salvar pecadores. Isto é próprio dos arminianos que, em nome do amor pelos pecadores, distorcem algumas passagens da Escritura para mostrar que haverá oportunidade de salvação até no Hades. Por esta razão, todos os defensores do evangelho do Hades sempre citam as passagens bíblicas usadas pelos arminianos para mostrarem o propósito universal da salvação de Deus. Afinal de contas, Farrar diz:
Esta minha crença (de que Aquele que é Senhor de ambos, vivos e mortos, pode salvar almas pecaminosas mesmo após a morte do corpo) é fundada, não como tem sido afirmado, nos dois textos de Pedro, mas no que me parece ser o teor geral da totalidade das Escrituras, como uma revelação do amor de Deus em Cristo... É, portanto, uma doutrina que não somente se harmoniza melhor com a crença instintiva do homem sobre a justiça e misericórdia de Deus, mas também é muito mais escriturística e muito mais católica do que as outras...65
Aí está! Farrar, mesmo afirmando o contrário, invalida as Escrituras pelos seus pressupostos (que ele chama de “escriturísticos”) de um amor salvador de D-us que teria caráter absolutamente universal. É exatamente isto que muitos arminianos, propositadamente ou não, costumam fazer.
C. Interpretação da Tradição Luterana
Para os luteranos, o texto de 1 Pedro 3.18-20 “é a passagem mais clara do Novo Testamento sobre a descida ao inferno.”66 Vamos analisar apenas algumas expressões-chave em que a teologia luterana se distingue das outras.
Verso 18 – observe a expressão “vivificado em espírito.” A exegese feita por alguns luteranos indica que Jesus Cristo, quando morreu, e antes de ser ressuscitado, teve o seu espírito restituído ao seu corpo e, com a totalidade da sua natureza humana, foi ao inferno, o que é altamente estranho. Neste caso, a ideia de morte fica totalmente prejudicada, pois morte é separação. Se a pessoa total de Jesus Cristo foi ao Hades, então a morte deixa de existir em Cristo.
Tratando da expressão “vivificado em espírito” (v. 18)67 — que é diferente da ressurreição para os luteranos —, Scharlemann diz: “Quando nosso Senhor morreu na cruz, lemos que ele entregou o seu espírito nas mãos do Pai (Lc 23.46). O dativo de referência em nosso texto poderia, entretanto, sugerir que Jesus foi trazido à vida no sentido de que o seu espírito retornou ao seu corpo.”68
A base desta interpretação é apoiada curiosamente pelo fato de o retorno da filha de Jairo à vida ser descrito em termos do seu espírito estar retornando ao seu corpo (Lc 8.55).69 Portanto, “o espírito” mencionado no verso é o da natureza humana de Jesus Cristo, que estava com o Pai no período entre a morte e a ressurreição, e veio a juntar-se ao corpo novamente, a fim de que o Cristo total fosse ao inferno, mas sem haver ressurreição.
Verso 19 – vimos que, para Scharlemann, a “vivificação” é a situação em que o espírito de Cristo voltou ao seu corpo entre a morte e a ressurreição. Neste processo, particularmente quando Cristo estava sendo trazido à vida (“vivificação”), no momento antes de manifestar-se como o Senhor ressuscitado, ele foi e fez a proclamação aos espíritos em prisão. Esta interpretação distingue, portanto, entre o ser trazido à vida e a ressurreição, e sugere que o Deus-homem em seu estado glorificado foi e fez a proclamação em prisão antes de apresentar-se a si mesmo na tumba aberta.70
A citação acima mostra, portanto, que a descida ao Hades é o primeiro estágio da exaltação de Cristo, porque ele foi trazido à vida. O problema é definir o que a vida significa aqui. Por causa desta interpretação, é possível, para a teologia luterana, que o estado de exaltação comece com a proclamação de Cristo no inferno, pois aí ele já está vivificado.
1. QUAL É O CONTEÚDO DA PROCLAMAÇÃO?
Em si mesma, a palavra “pregou” não define o seu conteúdo, segundo o entendimento da teologia luterana. Certamente, a palavra nada tem a ver com evangelização. Dentro do conceito luterano, a proclamação não tem nada a ver com a segunda chance da pregação do evangelho feita no inferno. A argumentação para essa negativa é que há diferença entre khru/ssw (proclamar) e eu)anggeli/zomai (evangelizar). Quando Cristo quis falar de evangelização ele usou o segundo verbo, ou, quando usou khru/ssw, ele acrescentou que “pregou o evangelho” (Mc 1.14).
Também se diz que Cristo “foi” e pregou. Segundo o entendimento luterano, não é possível espiritualizar essa “ida” ao inferno, como costumam fazer os calvinistas, dizendo que “quando Cristo morreu na cruz, os efeitos de sua morte foram sentidos no reino dos mortos... Como não temos nenhum direito de espiritualizar a ascensão, assim há pouca justificação para retirar daqui o sentido mais importante do verbo ou ignorá-lo. Cristo “foi e pregou aos espíritos em prisão.”71 Existe, portanto, a ideia de movimento de um local para outro, e não simplesmente a espiritualização da ideia.
2. A QUEM SE FEZ ESTA PROCLAMAÇÃO?
Esta pergunta tem a ver com os “espíritos em prisão.” Quem eram eles? As respostas não são absolutamente unânimes entre os luteranos.
Lutero, no seu comentário do livro de Oséias, na edição de 1545, refere-se ao texto de 1 Pedro 3.18, dizendo:
Aqui Pedro diz claramente que Cristo apareceu não somente aos pais e patriarcas mortos, a quem ele em sua ressurreição levantou consigo mesmo para a vida eterna, mas que ele pregou a alguns que, nos tempos de Noé, não creram, mas confiaram na paciência de D-us, isto é, esperaram que D-us não tratasse tão severamente toda a carne, a fim de que eles pudessem saber que os seus pecados foram perdoados através do sacrifício de Cristo.72
Portanto, a ideia de Lutero é que a pregação de Cristo visou confirmar a salvação daqueles que haviam vivido nos tempos antigos, confiaram na paciência de D-us e agora estavam em prisão no Hades. Em outras palavras, D-us salvou alguns que confiaram não na pregação de Deus, mas na sua paciência. A estes Jesus confirmou a sua redenção.
Obviamente, esta ideia de Lutero não é bem-vinda entre os luteranos de modo geral. Scharlemann diz que “seria difícil concordar com a última parte desta afirmação, mas a primeira parte indica que nos últimos anos de sua vida Lutero viu o descensus à luz de 1 Pedro.”73 Melanchton confirma que posteriormente Lutero mudou a sua posição neste assunto. Ele ficou “disposto a pensar sobre a pregação de Cristo no Hades, referida em 1 Pedro, como tendo possivelmente efetuado também a salvação de pagãos mais nobres como Scipio e Fabius.”74
A visão luterana oficial é a sustentada pelos seus símbolos de fé já citados, que assimilam o pensamento cristão do século IV, segundo o qual o descensus ocorreu para conquistar a morte e o inferno, sem contudo comprometer-se na matéria da libertação dos santos do Antigo Testamento.75
Respondendo a pergunta acima, podemos dizer que, de acordo com o pensamento luterano, a proclamação de vitória é feita aos que no tempo de Noé recusaram-se a crer e agora estavam em prisão. O texto de Pedro “ensina claramente que Cristo desceu à região dos condenados, àqueles que deliberadamente rejeitaram a graça de Deus no tempo de Noé, a fim de fazer-lhes a proclamação.”76
Mas qual é o sentido de fulakh/ (“prisão”)?
A resposta a esta pergunta define quem eram os “espíritos.” Os luteranos rejeitam a ideia de que o Hades é o lugar para onde vão todos os mortos, mas a “prisão” é o lugar onde ambos estão sob guarda, os anjos caídos e os espíritos dos incrédulos. “Prisão” para eles é mais ou menos sinônimo de “abismo” (Ap 9.1,2,11; 11.17; etc.), que é o lugar onde estão os espíritos dos demónios.
Em contraste com o conceito pagão e com o conceito pagão-cristão, o Hades, para os luteranos, é apenas o lugar para onde vão os espíritos caídos e os espíritos dos incrédulos, e não o lugar para onde vão todos os mortos, sejam eles crentes ou incrédulos. “Prisão” é o oposto de “seio de Abraão,” para a qual vão os santos após a sua morte, conforme Lucas 16.22-25.
Resumindo a interpretação luterana sobre o texto de 1 Pedro 3.18-20, podemos dizer que “Cristo, segundo o seu corpo glorificado, desceu ao inferno para lá fazer proclamação de si mesmo como o Messias. Este foi o primeiro estágio da sua exaltação.”77
D. Interpretação da Tradição Reformada
O texto de 1 Pedro 3.18-20 deve ser interpretado à luz de outros textos da Escritura que ajudam a esclarecê-lo. O apelo dos teólogos reformados deve ser às informações bíblicas e não às informações do Credo Apostólico (com o acréscimo do descendit ad inferna). Estes são pontos fundamentais que não podem ser esquecidos.
Lembremo-nos de que a controvérsia sobre o Hades recrudesceu quando da inserção no Credo, por volta do sétimo século, da frase “descendit ad inferna” após a cláusula “crucificado, morto e sepultado.” Antes disso, pouca coisa havia na igreja sobre esta matéria. Portanto, o foco deste assunto deve ser o ensino geral das Escrituras, não a afirmação credal.
1. REJEIÇÃO DO CONCEITO CRISTÃO-PAGÃO DE HADES
A fé reformada, em sua constante busca de consistência bíblica e teológica, rejeita tanto a formulação pagã como a cristã-pagã a respeito do Hades, exemplificadas acima. Não há um lugar para onde vão todos os mortos igualmente, um lugar específico de espera até que chegue o dia da ressurreição. Não há dois compartimentos separados no mesmo Hades: um lugar para os bons e outro para os maus, como é ensinado em algumas teologias. A fé reformada crê inequivocamente que, quando morrem, os homens vão para lugares diferentes. Os ímpios que morrem sem o conhecimento salvador de Jesus Cristo vão para a condenação, o que a Escritura chama de inferno, aguardando o juízo final. Os que morrem no Senhor, isto é, os genuínos cristãos, vão estar com Cristo imediatamente, até ao dia final. Por isso é que Paulo diz: “... prefiro morrer e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor” (Fp 1.23). Não há como abrir mão dessas verdades.
2. INTERPRETAÇÃO DE 1 PEDRO 3.18-20
Este é o texto crucial com o qual todas as correntes se defrontam. Já vimos algumas interpretações. Doravante, a análise será de acordo com o ensino geral das Escrituras, como entendem os pensadores de linha calvinista, também chamados de reformados.
a. Qual é o sentido de “carne” e “espírito vivificado”?
Neste texto, estas duas palavras não devem ser tidas como referências antitéticas à mesma natureza humana do Redentor, isto é, referindo-se ao corpo e à alma de Jesus Cristo, pois esse não é o propósito do texto. Há lugares em que este tipo de interpretação é possível,78 mas não aqui. Neste texto, Pedro está contrastando dois estados diferentes de existência do nosso Redentor: um está na esfera da limitação em que viveu enquanto conosco, com respeito à sua natureza humana, no seu estado de humilhação; o outro é uma esfera de poder e de não-limitação, que ele teve antes de encarnar-se e que veio a possuir depois de exaltado.
Esta mesma ideia, com outras palavras, aparece em Romanos 1.3-4, onde Paulo contrasta as duas existências do Filho encarnado, chamando-as de existência “segundo a carne” (existência humana, vinda da descendência de David) e existência “segundo o espírito de santidade,” revelando o seu estado vitorioso de não-limitação. Em 1 Timóteo 3.16 estes dois estados de existência do Redentor também são apresentados: “manifestado na carne e justificado em espírito.” O próprio Pedro apresenta a mesma ideia em 4.6, referindo-se aos mortos que, segundo os homens, haviam sido “julgados na carne” (terminaram a sua existência humana de fraqueza) e agora “viviam no espírito,” segundo D-us (uma existência em poder e vitória, sem as limitações da existência em fraqueza).79 O texto de 1 Pedro 3.18 também dá estas duas conotações ao Redentor:
1. O estado de limitação e fraqueza do Filho de D-us:
A palavra aqui usada para “carne” é a mesma palavra grega (sarx, hebraico: basár) encontrada em outros lugares da Escritura, não significando, contudo, a parte material do homem ou a sua natureza pecaminosa, mas certamente a sua vida humana neste presente estado, a existência humana como ela é agora. Segundo o entendimento de Pedro, estar “morto na carne” refere-se simplesmente à humanidade de Cristo no estado de fraqueza (não de pecaminosidade) a que estava exposto. Quando ele morreu na carne, ele saiu deste estado de fraqueza e fragilidade. Neste sentido, portanto, é que devemos entender a expressão “morto na carne.” Todavia, não foi neste estado que ele “pregou aos espíritos em prisão.”
2. O estado de não-limitação e força do Filho de D-us
Às vezes, a palavra pneúma (“espírito”) usada no verso 18 tem sido traduzida com letra maiúscula, como uma referência ao Espírito Santo, mas parece-nos que não há porque interpretá-la assim. Se assim fosse, ela não teria nenhuma referência a Cristo, mas à terceira pessoa da Trindade, o Espírito. A nossa questão aqui é a respeito do Filho.
O pensamento do verso 18 não é que o corpo de Jesus morreu e que o seu espírito reviveu. Estas coisas não fazem sentido para Jesus Cristo e nem para qualquer outro ser humano comum, pois quem morre é o homem e quem ressuscita é o homem, não o corpo ou o espírito.
A expressão “vivificado em espírito,” que possui similares em outros textos da Escritura, diz respeito à vitória de Cristo na ressurreição, combinando-se com o que Paulo diz em 1 Timóteo 3.16. Todavia, neste texto específico de 1 Pedro 3.19, o espírito vivificado ou vivificador pode ter mais significado se o entendermos como a natureza divina do Redentor, antes de ele encarnar-se. Ele vivia nesse estado de poder e não-limitação que contrasta com o estado de fraqueza em que esteve nos dias da sua carne, e foi neste tempo de não-limitação que ele foi e pregou aos espíritos em prisão, quando eles viviam no tempo de Noé.
b. Qual é o sentido de “no qual” (v. 19)?
Quando o texto de Pedro diz “vivificado em espírito, no qual também foi,” não está se referindo ao lugar aonde ele foi depois da morte, mas onde ele estava quando havia desobedientes nos tempos de Noé. Foi neste espírito de vivificação que ele pregou através dos profetas nos tempos antigos, como veremos adiante.
A palavra “também” (do verso 19) desvia o assunto para este mesmo estado de não-limitação de Cristo, que o levou a estar presente na vida dos pregadores no tempo da desobediência dos contemporâneos de Noé. Ele não poderia ter feito isto nos dias da sua carne, isto é, da sua existência terrena. Ele foi antes de ser o Verbo encarnado, quando de sua existência absolutamente ilimitada.
c. Para onde foi o Filho de D-us?
Cristo não foi literalmente ao inferno entre a morte e a ressurreição para pregar aos aprisionados que lá estavam, porque a Escritura mostra claramente o lugar para onde ele foi depois que morreu e foi sepultado. Certamente ele também não foi ao inferno após a sua ressurreição.
Quando Jesus Cristo foi “morto na carne,” ele foi estar com o seu Pai/Mãe, pois a Escritura afirma que, antes de expirar, ele disse: “Pai/Mãe, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23.46).
Quando Jesus Cristo foi “morto na carne,” ele foi para o céu, para estar com o seu Pai/Mãe. No mesmo contexto do Madeiro, quando interpelado pelo ladrão/terrorista à sua direita, que lhe suplicava “Lembra-te de mim, quando entrares no teu reino,” ele replicou: “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43). Se formos buscar na própria Escritura o sentido de Paraíso, verificamos que é sinónimo de céu (o “terceiro céu,” o lugar em que D-us habita de modo especial).80 Esta foi a ideia que Paulo deu a respeito da sua subida ao terceiro céu, que ele equipara ao paraíso (ver 2 Co 12.2-4). Portanto, o lugar em que Jesus Cristo permaneceu após a sua morte e até a ressurreição, não foi o Hades, mas o céu (ou o Paraíso),81 o lugar de santa bem-aventurança e gozo!
Além disso, quando Jesus Cristo estava para morrer, ele disse que todo o seu sofrimento pela redenção do pecador estava no final. Jesus exclamou: “Está consumado” (Jo 19.30). Ele não teria que descer ao Hades para fazer qualquer pagamento, nem terminar a sua obra de evangelização ou mesmo proclamar a sua vitória. Toda a obra de redenção e de proclamação pessoal do Redentor havia cessado.
d. Quando ele pregou?
A preocupação do texto de 1 Pedro 3.18-20 não é o que Cristo fez entre a morte e a ressurreição, mas o que ele fez no seu estado pré-encarnado (de poder e de não-limitação) no reino espiritual, no tempo de Noé.82
O texto diz que ele, “vivificado em espírito,” isto é, em espírito poderoso (não em fraqueza e humilhação, como foi o caso da sua vida entre nós), “também foi e pregou aos espíritos em prisão.” Foi neste mesmo espírito de poder ou de existência poderosa e ilimitada que ele pregou. A palavra “também” (do verso 19) define uma outra época, não após a morte e antes da ressurreição. Este Redentor foi e pregou aos contemporâneos de Noé. Nesse espírito, isto é, nesse estado de poder é que ele também foi e pregou aos espíritos em prisão, que viviam escravizados no tempo em que Noé pregou. Isto está comprovado pelo fato de, nesta mesma carta, Pedro dizer que o espírito de Cristo, que é a sua natureza divina ilimitada e cheia de poder, estava presente nos pregadores, ou profetas, dos tempos antigos (1 Pe 1.11).
e. O que ele pregou?
Pode ser perfeitamente deduzido do contexto desta Epístola de Pedro que Jesus Cristo pregou o evangelho aos contemporâneos de Noé. Espiritualmente, Cristo estava presente em Noé quando este era o “pregoeiro da justiça,” pois o mesmo Pedro menciona a salvação da qual os profetas falaram, “investigando atentamente qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos de Cristo, e sobre as glórias que os seguiriam” (1 Pe 1.11). Este verso indica que Pedro admite que Noé era um profeta, ou seja, um “pregador da justiça” (2 Pe 2.5), em quem e através de quem Jesus Cristo pregou. O conteúdo da mensagem não foi de condenação final. Portanto, podemos afirmar com certeza que o conteúdo da pregação do “espírito vivificado,” através de Noé, era de salvação do juízo de Deus que haveria de vir sobre o mundo ímpio. Noé certamente pregou aos seus contemporâneos para que se arrependessem e cressem na libertação divina através da arca, pela qual apenas oito pessoas foram salvas (v. 20).83
f. Quem são os espíritos aprisionados?
A frase “espíritos em prisão” sozinha não define a matéria, mas quando a examinamos à luz das frases que vem a seguir, podemos ter uma noção clara do que Pedro está falando.
De acordo com o texto de 1 Pedro 3.18-20 e seu contexto, não há nenhuma possibilidade razoável de que a expressão “espíritos em prisão” não se refira aos desobedientes do tempo de Noé. O texto não fala de justos que foram para o Hades, nem de anjos aprisionados, como querem alguns, mas de pessoas que, noutro tempo, rejeitaram a pregação de Noé, e que eram consideradas “espíritos em prisão,” incapazes de fazerem quaisquer coisas por si mesmas para a sua própria salvação. Se cremos que Cristo pregou através do seu espírito ilimitado, e creio que o fez, as únicas pessoas mencionadas são essas: os contemporâneos de Noé. Ninguém mais. Obviamente que, neste sentido, Cristo não foi ao inferno. Os espíritos em prisão são unicamente indivíduos que viveram nos tempos de Noé, que não foram salvos e que, por causa de seu cativeiro em cegueira espiritual, permaneceram incrédulos quanto à mensagem de Noé. Embora possamos crer que estavam em prisão (sob condenação) quando Pedro escreveu a carta, todavia, já eram prisioneiros de sua cegueira espiritual quando a mensagem de Noé lhes chegou aos ouvidos, porque eram escravos da desobediência. Foi a esses que Cristo pregou através de Noé.
Portanto, a passagem de 1 Pedro 3.18-20 não fala de uma viagem de final-de-semana de Jesus Cristo ao inferno, mas refere-se a uma pregação feita pelo espírito de Cristo, que é o espírito vivificado, através de Noé (1 Pe 1.11), aos seus contemporâneos (2 Pe 2.5), que eram homens desobedientes e, portanto, aprisionados à sua natureza pecaminosa. Além disso, eles agora estavam presos no inferno, sob condenação (pelo fato de terem sido desobedientes no tempo de Noé) quando Pedro escreveu estas palavras.84
3. A DOUTRINA DO HADES NOS SÍMBOLOS DE FÉ REFORMADOS
a. O que a fé reformada rejeita
A fé reformada rejeita qualquer noção de descida literal de Jesus ao Hades após a sua morte e antes da sua ressurreição. Embora estivesse sob “o estado de morte”85 até à sua ressurreição, ele não passou um fim-de-semana num lugar chamado Hades.
A fé reformada rejeita qualquer possibilidade da pregação de uma segunda oportunidade de salvação feita por Jesus, pelos apóstolos ou por outros santos quaisquer no Hades, depois de sua morte. A morte de todos os apóstolos e crentes é a abertura para a sua entrada no céu, é o descanso das suas fadigas desta vida, e não o trabalho penoso de evangelizar no inferno. De modo contrário, a morte de todos os ímpios é o selo do seu destino eterno. Não há mais qualquer oportunidade de redenção após a morte.
A fé reformada rejeita a ideia luterana de que Jesus Cristo teria descido ao Hades para proclamar a sua vitória (sendo este o primeiro estágio da sua exaltação), porque de acordo com as Escrituras e os seus símbolos de fé, a exaltação de Jesus Cristo começa com a sua ressurreição, que é a sua vitória sobre a morte!
A fé reformada rejeita qualquer noção de que os crentes do Antigo Testamento estivessem cativos no Hades, e de que Jesus Cristo lá desceu para libertá-los, usando-se Efésios 4.8-9 como texto-prova para justificar tal posição. A Escritura ensina que os crentes do Tanach (Antigo Testamento/Encontro) não foram para o Hades após a sua morte, mas foram estar com D-us (Sl 73.23-24), como é também o ensino do B´rit Hadasha/Escrituras Gregas Cristãs (Novo Testamento/Encontro). As Escrituras afirmam que aqueles que morrem têm os seus corpos sepultados e os seus espíritos voltam para D-us, que os deu (Ec 12.6-7). Elas também afirmam que Elias, Enoc e Moisés estão no céu com D-us, e não no Hades (Gn 5.24; 2 Rs 2.11; Lc 9.29-32).
A fé reformada rejeita que Satanás possuía as “chaves” da morte, do inferno e da sepultura, e que Jesus desceu ao Hades para tomá-las dele. Não há qualquer sugestão nas Escrituras de que estas coisas pertençam a Satanás. Falando sobre Jesus Cristo (conforme a interpretação joanina no Apocalipse), Isaías diz que a chave do senhorio do universo pertence a Jesus Cristo (Is 22.21-22 e Ap 3.7). Há somente outros dois versos da Escritura que mencionam as chaves, e Satanás nunca é associado a elas. O primeiro texto diz que a “chave do reino dos céus” foi entregue por Jesus aos apóstolos (Mt 16.19) e o segundo afirma que as chaves da “morte e do inferno” pertencem a Jesus Cristo (Ap 1.18). Somente o Senhor possui as chaves da morte e do inferno. Ninguém mais!
b. O que a fé reformada aceita
A fé reformada também aceita o Credo Apostólico como expressão da fé genuína dos Pais da Igreja. Contudo, o entendimento dos reformados com respeito ao Hades é diferente do de muitos cristãos evangélicos. Os símbolos de fé reformados explicam o sentido da expressão “desceu ao Hades,” inserida no Credo de Aquiléia no quarto século, como uma expressão substitutiva para descrever o que aconteceu a Jesus Cristo, como nosso representante, no Madeiro.
Observe-se a resposta à pergunta 44 do Catecismo de Heidelberg:
P. Por que se acrescentou: “Ele desceu ao Hades”?
R. Para que nas minhas maiores tribulações eu possa estar seguro de que Cristo, o meu Senhor, através de indizíveis terrores, dores e angústias que sofreu na sua alma no Madeiro e antes dela, redimiu-me da angústia e dos tormentos do inferno.
Veja-se a resposta do Catecismo Maior de Westminster à pergunta 50:
P. Em que consistiu a humilhação de Cristo depois da sua morte?
R. A humilhação de Cristo, depois da sua morte, consistiu em ser ele sepultado, em continuar no estado dos mortos e sob o poder da morte até ao terceiro dia, o que, aliás, tem sido expresso nestas palavras: Ele desceu ao inferno (Hades).
De maneira diferente do Catecismo de Heidelberg, o Catecismo de Westminster interpreta o Hades como sendo sepultura ou, ainda melhor, o estado de morte.
Contudo, entre os escritores reformados prevalece a ideia dos símbolos combinados. A significação de Hades, no Credo Apostólico, é a de que Jesus Cristo experimentou a condenação divina que se evidencia na humilhação de morrer e ser sepultado, ficando sob o poder da morte, mas tais escritores incluem, sobretudo, os seus sofrimentos agonizantes antes e durante o tempo que passou no Madeiro. Experimentar o inferno é experimentar o doloroso abandono da presença confortadora de D-us. Foi exatamente isto que Cristo experimentou. A ira de D-us desceu sobre o Filho encarnado e manifestou-se não somente nas dores infernais do seu corpo, mas também nas angústias infernais que se apoderaram da sua alma. Portanto, Jesus nunca desceu ao Hades literal e espacialmente, mas experimentou intensivamente todas as coisas que o Hades representa, descritas acima. Ele experimentou o inferno antes da morte e na própria morte, mas nunca depois dela, numa viagem de final-de-semana a um lugar chamado Hades.
Por causa da experiência infernal que Cristo teve em face do juízo divino, aqueles por quem ele morreu são libertos para sempre da condenação do inferno. É este o sentido que os reformados dão para a frase descendit ad inferna. Nesta obra libertadora de Jesus Cristo nos regozijamos e por ela a D-us bendizemos!

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* O autor é ministro presbiterano e professor. Obteve o seu doutorado (Th.D.) na área de Teologia Sistemática no Concordia Theological Seminary, em Saint Louis, Missouri, Estados Unidos.
1 Esta tradução opcional está no rodapé do texto de Almeida, Versão Revista e Atualizada, e tem o apoio de alguns estudiosos recentes, como é o caso de Wayne Grudem em seu artigo “He Did not Descend Into Hell: A Plea for Following Scripture Instead of the Apostle’s Creed,” Journal of the Evangelical Theological Society 34/1 (Março 1991), 108.
2 Herman Witsius, Dissertations on The Apostle’s Creed, vol. II, reimpressão (Presbyterian and Reformed Publishing Company, 1993), 140.
3 Citado por W. G. T. Shedd, Dogmatic Theology, vol. II (Nova York: Charles Scribner’s Sons, 1889), 604.
4 Desde o século IX, o Credo Atanasiano tem sido atribuído a Atanásio (297-373), o bispo de Alexandria e o principal defensor da divindade de Cristo e da doutrina ortodoxa da trindade. Todavia, desde o século XVII, abandonou-se entre os católicos e protestantes a ideia de Atanásio como o seu autor. A origem deste credo remonta à igreja latina da escola de Agostinho, provavelmente na Gália ou norte da África (ver Philip Schaff, The Creeds of Christendom [Grand Rapids: Baker:1990], Vol. I, 35-36).
5 Witsius, Dissertations, 141.
6 J. N. D. Kelly, Early Christian Creeds (Essex, England: Longman House, 1986), 379.
7 Ver ibid., 379.
8 Ibid., 380.
9 Neste artigo, não examino as interpretações recentes de grupos neo-pentecostais ou carismáticos. Se o leitor quiser alguma informação a respeito, pode consultar o capítulo “Redemption in Hell” do livro de Hank Hanegraaff Christianity in Crisis (Eugene, Oregon: Harvest House Publishers, 1993), 163-167.
10 Richard A. Muller, Dictionary of Latin and Greek Theological Terms (Grand Rapids: Baker, 1986), 178, 253.
11 Dewey D. Wallace, Jr. “Puritan and Anglican: The Interpretation of Christ’s Descent Into Hell in Elizabethan Theology,” Archiv Für Reformationsgeschichte 69 (1978), 250-51.
12 Wallace, Jr., “Puritan and Anglican,” 256.
13 John Ayre, ed., The Catechism of Thomas Becon...With Other Pieces by Him in the Reign of King Edward the Sixth, Parker Society nº 3 (Cambridge: Cambridge University Press, 1844), 33.
14 Ibid., 258, nota 48.
15 Ibid. Ver John Ayre, ed., Prayers and Other Pieces of Thomas Becon, Parker Society nº 4 (Cambridge: Cambridge University Press, 1844), 139.
16 Wallace, Jr., “Puritan and Anglican,” 257.
17 Eram os partidários da Reforma que desejavam uma mudança mais drástica com respeito aos costumes e práticas da religião católica do que havia acontecido nos termos de Lutero, Zuínglio e Calvino.
18 Um diplomata aristocrático alemão e teólogo leigo que teve conflitos teológicos com Lutero, Calvino e Zuínglio a respeito de disciplina eclesiástica, cristologia e Santa Ceia (ver J. D. Douglas, ed., The New International Dictionary of the Christian Church [Grand Rapids: Zondervan, 1978], 888).

19 Kaspar Schwenckfeld, Corpus Schwenckfeldianorum, vol. 10 (Leipzig, 1907-1961), 364 (citado por Jerome Friedman, “Christ’s Descent into Hell and Redemption Through Evil: A Radical Reformation Perspective,” Archiv für Reformationsgeschichte 76 [1985], 220).
20 Ibid. (citado por Jerome Friedman. “Christ’s Descent Into Hell,” 220).
21 Friedman, “Christ’s Descent Into Hell,” 222.
22 Ibid., 222.
23 Ibid.
24 “O descensus foi realizado por um Jesus humano, antes que por um ser divino, e foi dirigido... como um exemplo para toda a raça humana, para despertar a devoção a Cristo e como condição para se ressuscitar com Jesus” (Ibid., 222).
25 Brilhante médico espanhol. Interessado em teologia, escreveu sobre a Trindade e sobre cristologia. Foi acusado de heresia por católicos e protestantes, sendo morto em Genebra em 27-10-1553, após ter sido condenado pelo Conselho da cidade.
26 Friedman, “Christ’s Descent Into Hell,” 222.
27 “O corpo de Cristo é em si mesmo o corpo da divindade, e a sua carne é divina, a carne de D-us, o sangue de D-us. A carne de Cristo foi gerada da substância celestial de D-us” (Ibid., 222-23).
28 Ibid., 226.
29 Ibid., ver pp. 227-229.
30 Estas informações sobre Serveto são encontradas na sua obra Christianismi Restitutio (Vienne, 1553), 621-622 (citada por Friedman, Ibid., 227-228).
31 Friedman, “Christ’s Descent Into Hell,” 228.
32 Ibid., 228.
33 Ibid.
34 Ibid., 229.
35 The Book of Concord, ed. Theodore G. Tappert (Filadélfia: Fortress Press, 1988), 492.2.
36 “Algumas vezes ele fala de maneira muito livre e em termos mitológicos de Cristo indo ao inferno, dominando e despojando Satanás; mas ele próprio reconhecia o caráter metafórico de tal linguagem e em outro lugar discutiu a descida como sendo primariamente uma experiência espiritual mais interior da alma de Cristo (sem negar, contudo, que houve uma descida literal).” (Wallace, Jr., “Puritan and Anglican,” 252). Ver também Friedrich Loofs, “Descent to Hades,” Encyclopedia of Religion and Ethics, ed. James Hastings (Nova York: Charles Scribner’s, 1924), IV, 656-657.
37 Wallace, Jr., “Puritan and Anglican,” 252.
38 Ibid., 253.
39 The Book of Concord, 492.4.
40 Ibid., 610.2.
41 No seu sermão no Castelo de Torgau, em 1533. Ver a “Fórmula de Concórdia,” no Livro de Concórdia, 610.1.
42 Citado por Gotthilf Doehler, “The Descent into Hell,” The Springfielder 39 (Junho 1975), 16.
43 Martin Bucer, o reformador de Estrasburgo, e Leo Jud, um colega de Zuínglio, disseram que o descensus significava que Cristo estava verdadeiramente morto, tendo descido à sepultura (Wallace, Jr., “Puritan and Anglican,” 253, 254 [nota 24]).
44 Isto foi sustentado por Jerónimo Zanchi, que trabalhou em Estrasburgo e Heidelberg (Ibid., 254, nota 25). Assim também afirma o Catecismo Maior de Westminster, pergunta 50.

45 João Calvino, Institutas, 2.16.8-12.
46 Later Writings of Bishop Hooper, Together with his Letters and Other Pieces, ed. Charles Nevinson, Parker Society nº 21 (Cambridge: Cambridge University Press, 1852), 30 ([citado por Wallace, Jr., “Puritan and Anglican,” 258]).
47 Citado por Theodore Engelder, “The Argument in Support of the Hades Gospel,” Concordia Theological Monthly 16 (1945), 380.
48 Citado por Engelder, Ibid., 382.
49 Edward H. Plumptre, The Spirits in Prison and Other Studies on the Life After Death (Londres: Isbister, 1898), 111, 114. Citado por Engelder, “Argument in Support of the Hades Gospel,” 382.
50 J. Paterson-Smith, The Gospel of the Hereafter (Nova York: Fleming H. Revell, 1910), 66.
51 The Pulpit Commentary, eds. H. D. M. Spence e Joseph S. Exell (Nova York: Funk & Wagnalls,1890), 135.
52 Ver Plumptre, The Spirits in Prison, 98 (citado por Engelder, “The Argument in Support of Hades Gospel,” 383, nota 5).
53 Luckock, The Intermediate State, 144 (citado por Engelder, 383, nota 5).
54 Informação do The Expositor’s Greek Testament, ed. W. Robertson Nicoll (Nova York: George H. Doran, 1897), 59.
55 Luckock, The Intermediate State, 101 (citado por Engelder, 385).
56 Edward Irving (1792-1834), um escocês, foi pregador assistente de Thomas Chalmers em Glasgow. Tornou-se profético e apocalíptico na sua pregação. Cria que a natureza humana de Jesus era pecadora, mas Cristo não pecou por causa da habitação do Espírito Santo. Por causa das suas ideias heterodoxas, foi privado de pregar pelo Presbitério de Annan. Cria que os dons sobrenaturais apostólicos haviam sido restaurados no seu tempo. Foi uma espécie de precursor do movimento carismático (ver New Dictionary of Theology, ed. Sinclair Ferguson [Downers Grove, Illinois: Intervarsity Press, 1989], 342).
57 Popular Symbolica, 326 (citado por Engelder, 385-86).
58 W. Ziethe, Das Lamm Gottes, 729 (citado por Engelder, 385).
59 Luckock, The Intermediate State, 101, 186 (citado por Engelder, 386-87).
60 Paterson-Smith, The Gospel of the Hereafter, 153, 155.
61 Citado por Engelder, “Argument in Support of the Hades Gospel,” 388.
62 Citado por Robert F. Horton em sua obra Revelation and the Bible: An Attempt at Reconstruction, 2ª ed. (Nova York : Macmillan, 1893), 87.
63 F. W. Farrar é autor de um dos livros clássicos sobre a história da interpretação da Bíblia. Ver History of Interpretation, reimpressão (Grand Rapids: Baker, 1961).
64 Citado por Engelder, “Argument in Support of the Hades Gospel,” 389-90.
65 Ibid., 393-94.
66 Martin Scharlemann, “He Descended into Hell,” Concordia Theological Monthly 27 (1956), 84.
67 Na interpretação luterana, a palavra grega zwopoihqei\j (traduzida como “vivificado”) não é equivalente à ressurreição, mas “aponta para algo que foi feito a Jesus. Ela refere-se inconfundivelmente a um ato específico de D-us pelo qual o Senhor foi trazido à vida... Nem todos os eruditos concordam que esta ação deva ser entendida com referência à ressurreição no seu sentido estrito. Há aqueles que restringem a palavra neste ponto à vivificação, que é distinta da ressurreição no sentido de que a ressurreição foi uma exibição pública do fato de ele ter voltado à vida. Em muitas passagens do Novo Testamento, esta distinção pode ser feita. Contudo, em Efésios 2.5-6 o apóstolo aponta para a diferença entre despertar e ressuscitar. Tal distinção nos conduziria a crer que nós poderíamos propriamente, com base no Novo Testamento, separar a vivificação da ressurreição para o propósito de cronologia e clarificação daquilo que aconteceu na manhã do dia de páscoa” (Ibid., 87-88).
68 Ibid., 88.
69 Ibid., 88. Contudo, esta interpretação dada por Scharlemann tropeça no fato de que o retornar à vida da filha de Jairo é igual à ressurreição, o que não aconteceu com Jesus Cristo.
70 Ibid., 89.
71 Ibid., 90.
72 Citado por John T. Mueller no Concordia Theological Monthly 18 (1947), 615.
73 Martin Scharlemann, “He Descended into Hell – An Interpretation of 1 Peter 3.18-20,” Concordia Theological Monthly 27 (1956), 91.
74 Ibid.
75 Ibid.
76 Ibid., 92.
77 Ibid., 93.
78 Como, por exemplo, em 2 Coríntios 7.1.
79 Uma interpretação alternativa seria entender a expressão “morto na carne” como uma referência à morte física e traduzir a expressão zwopoihqei£/j... pneu/mati por “vivificado pelo Espírito,” ao invés de “vivificado no espírito.” A construção gramatical é possível, visto que pneumati pode ser tanto locativo como instrumental. Assim, o pneumati aqui referido é o Espírito Santo, e a vivificação, uma referência à ressurreição de Cristo pelo Espírito Santo. E foi pelo Espírito Santo e através de Noé que o Cristo pré-encarnado pregou aos desobedientes nos dias daquele patriarca (1 Pe 1.11).
80 Este é o mais alto dos céus, que equivale ao lugar da plena companhia divina, como era no paraíso original. Paulo, numa experiência ímpar, viu este lugar glorioso da presença de D-us, para onde vão os remidos em Cristo Jesus (ver Charles Hodge, A Commentary on 1 & 2 Corinthians (Edimburgo: Banner of Truth, 1978), 658.
81 Ver At 3.21.
82 Ver Wayne Grudem, “He Did Not Descend Into Hell,” 110.

83 Ver o comentário de Wayne Grudem, 1 Peter, Tyndale New Testament Commentaries (Grand Rapids: Eerdmans, 1990), 160.
84 Para um tratamento mais amplo desta matéria, ver o comentário de Wayne Grudem, I Peter, 203-239.
85 É importante observar que Pedro fala no seu discurso de Atos 2 que Jesus Cristo esteve no Hades, mas Hades aqui tem um sentido muito diferente. Citando o Salmo 16.8-11, referindo-se ao seu estado após a morte, Pedro coloca na boca de Redentor as seguintes palavras: “... porque não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção” (At 2.27). A palavra “morte” no grego é Hades. E Hades aqui significa estado de morte, não somente sepultura. Ela é a tradução do salmo onde o escritor usa a palavra hebraica equivalente, sheol. Durante este estado de morte (Hades), isto é, durante o tempo em que o seu corpo ficou separado de sua alma, o corpo de Jesus estava na sepultura e a sua alma estava com o seu Pai/Mãe no Paraíso ou Céu.




Visão adicional: http://magcalcauvin.wordpress.com/2010/09/30/2327/










Reflexão sobre a Arte (o Sudário em análise), a Democracia, Imprensa e o Viés eleitoral - Hélio Schwartsman/Folha de São Paulo


LECTIO DIVINA
Para que diabos serve a arte? A questão é das mais polémicas entre os neurocientistas. A exemplo do que se dá com a religião, os especialistas podem ser divididos no bloco dos que acreditam que a arte é uma adaptação humana obtida por seleção natural e o dos que pensam que ela é apenas um efeito colateral resultante da forma como os nossos cérebros estão montados. No último grupo encontram-se os pesos-pesados do neodarwinismo, como o eterno Richard Dawkins, Stephen Jay Gould e Steven Pinker. No primeiro, estão o próprio Charles Darwin (para ele, o senso estético era uma faculdade intelectual fruto da seleção), a antropóloga Ellen Dissanayake, o psicólogo Geoffrey Miller, e a dupla dinâmica da psicologia evolutiva, John Tooby e Leda Cosmides, que mudaram de lado, abandonando a tese da arte como subproduto para abraçar a teoria da adaptação. Mas prossigamos com um pouco mais de calma, pois esta é uma questão extremamente controversa e que envolve conceitos complicados.

Dawkins, Gould e Pinker relutam em aceitar a arte como adaptação porque isso teria implicações profundas sobre a biologia. Em primeiro lugar, mesmo que recuemos o comportamento artístico para uns 50 mil ou 100 mil anos atrás (e poucos ousam ir mais longe), este ainda é um período curto demais para que a evolução tenha deixado marcas nos nossos genes.

A outra objeção forte é que admitir o caráter adaptativo da arte abre um flanco para a noção de seleção de grupo, vista com grande desconfiança pela linha dura do darwinismo. A ideia, defendida principalmente por Dissanayake, é que a arte teria sido selecionada porque, ao reforçar a coesão do grupo através dos cantos e danças comunais, por exemplo, ela o tornaria mais apto a enfrentar os bandos rivais e a sobreviver. O problema com a seleção de grupo é que ela não é lá muito estável, porque sempre valeria a pena para indivíduos egoístas apanharem uma boleia na coesão grupal sem dar a sua justa contribuição. Eles teriam um maior sucesso reprodutivo, espalhando os genes menos colaborativos. Seria assim muito difícil fixar num "pool" genético qualquer características que favorecem o grupo.

É por essas e outras que Pinker classifica a arte como "cheesecake mental", algo sem valor adaptativo em si, mas que explora, como as comidas gordurosas e doces, os mecanismos biológicos que nos dão prazer. Uma outra analogia válida é com as drogas recreativas. Seria até ridículo imaginar que elas representam uma adaptação, mas é inegável que afetam, e muito, os nossos cérebros, proporcionando prazer em doses tão cavalares que podem mobilizar toda a nossa atenção neuronal, como no caso do vício.

A exemplo do neurocientista Michael Gazzaniga, autor de "Human: The Science Behind What Makes Your Brain Unique", acho mais prudente não tomar partido nessa polémica, mas apenas expor o que me parecem ser os melhores argumentos de cada lado. E, por falar em argumento, Geoffrey Miller, tem um interessante. Para ele, a arte é o resultado da seleção sexual. Ela está para o género humano como a cauda do pavão está para a família dos fasianídeos: uma exuberância biologicamente custosa que só existe porque atribui ao seu detentor inequívoco sucesso entre as fêmeas, o que se traduz numa importante vantagem reprodutiva.

Curiosamente, a teoria de Miller acaba explicando um pouco da demografia da arte: considerados os grandes números, a maioria dos artistas são homens no pico da atividade sexual. São ideias que, se levadas muito a sério, tiram algo da transcendência da arte e nos aproximam dos canários. Mas quem disse que os pássaros, ao cantar, não experimentam a versão aviária da transcendência?

Outro ponto interessante é o da ficção. Foi ele que fez com que Tooby e Cosmides mudassem de posição. OK, toda a gente está cansada de saber que a arte é um universal humano. Não há aldeia indígena, por mais remota que seja, que não faça alguma coisa pragmaticamente inútil com penas e sementes e não se reúna para cantar e dançar. Mas isto não é tudo. A ficção, isto é, histórias inventadas também são universais e, exceto pelos fundamentalistas religiosos, ninguém as toma por realidade. Já desde a mais tenra idade aprendemos a diferenciá-las. Para os dois pesquisadores, este mecanismo de decupagem é um sinal de adaptação. Confundir fatos com ficções é, evidentemente, perigoso, como o provam os homens-bombas que imaginam ir para um paraíso repleto de virgens (Alcorão 44:54 e 55:70) e "mancebos eternamente jovens" (Idem 56:17). Se desenvolvemos um sistema para operar a distinção e aparentemente estamos todos dotados com a capacidade de extrair prazer de narrativas inventadas, isto implica que a experiência ficcional é benéfica. Ponto para a adaptação.

A ficção proporciona-nos a possibilidade de "viver" determinadas situações. A experiência pode não ser tão intensa como é na realidade e, embora isto atenue as sensações, também preserva-nos dos perigos. Assistir no cinema a alguém a ser devorado por tubarões é mais seguro do que presenciar a cena "in loco". Sempre pode sobrar uma dentada. Esta simulação segura é, em geral, uma boa oportunidade de aprendizado, seja para lidar com as próprias emoções, seja para adestrar-se numa atividade relevante. No mundo animal, as brigas de brincadeira entre filhotes são uma forma de aprendizado para a luta --sem o risco de ferimentos.

ARTE - O SUDÁRIO

Uma visita ao Sudário na Catedral de Turim, Itália começou com o Papa a fazer uma oração pessoal ante o Sudário

Turim (Segunda-feira, 03-05-2.010 AD, "Gaudium Press")
O Sudário testemunha o "intervalo único e irrepetível na história da humanidade e do universo" que é a ressurreição de Jesus Cristo: também nos faz ver "como era seu corpo deitado na sepultura", afirmou Bento XVI na sua passagem pela Catedral de Turim, local que guarda o misterioso tecido.

Na sua visita a Turim, o Santo Padre confirmou a sua convicção na originalidade do tecido. O Pontífice, ainda como Cardeal Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, esteve em Turim junto em 1.998 AD, quando afirmou: "Hoje o sofrimento de Cristo e o seu amor por nós foram quase tangíveis". Enquanto João Paulo II na sua visita no mesmo ano encorajava os cientistas a continuarem a pesquisa, Bento XVI hoje fala em "documento fotográfico". A Igreja Católica nunca havia confirmado oficialmente a originalidade do sudário.

A visita à Catedral de Turim começou com a oração pessoal do Papa diante do sudário. Para este momento, as luzes da nave central foram apagadas. Depois, o Santo Padre apresentou uma meditação sobre o tema "O mistério do Sábado (ou Shábbos/Shabbat) Santo". O dia que simboliza a "terra de ninguém" do "grande silêncio e solidão" de "escondimento de D-us". O Pontífice observou que a humanidade teve vários momentos como o Sábado (Shábbos) Santo nas duas Guerras mundiais, nos lager, nos gulag e nas explosões nucleares em Hiroshima e Nagasaki.

Além disso, o Shábbos Santo simboliza "solidão extrema e absoluta do homem" e "o abandono total" sem amor e palavras de conforto, que foram superados por Jesus Cristo. O Papa disse que "da escuridão da morte do Filho de D-us nasceu a luz de uma nova esperança" que assegura que na "extrema solidão não estaremos nunca sozinhos". O sudário, manchado com o sangue, traz também a mensagem da vida, da "vitória da vida sobre a morte".

A veneração do sudário foi o momento mais importante de toda a visita, um reconhecimento expresso pelo próprio Papa, que confessou: "Vivo esta peregrinação" com "particular intensidade, talvez porque o passar dos anos me tornem ainda mais sensível à mensagem deste extraordinário ícone".
Fonte:
http://www.arautos.org/noticias/15603/Papa-diz-que-Sudario-e-testemunho-da-ressurreicao-.html





A democracia não elimina o conflito entre as diferentes facções políticas. Ela apenas procura discipliná-lo, de modo que a disputa pelo poder se resolva pela vias institucionais e não as de fato. De um modo geral funciona. Desde que a democracia foi restabelecida no Brasil, em 1.985 AD, não assistimos a revoluções, golpes de Estado e as outras modalidades de ruptura violenta. Um quarto de século não é muito, conceda-se. Mas, em alguns países, o período de estabilidade política proporcionado pela institucionalização das controvérsias pode chegar a vários séculos, como é o caso dos EUA e do Reino Unido e da Sereníssima San Marino, República fundada em 301 AD e cuja Constituição vigora desde 1.600 AD. É claro que normalidade política não é tudo, mas é uma condição no mais das vezes necessária para que um país consiga aliar desenvolvimento económico com um regime de liberdades, o que, por seu turno, permite aos cidadãos que se dediquem a buscar a própria felicidade.

Quanto a essa polémica toda em torno das supostas tendências liberticidas do governo Lula contra o presumido caráter golpista da mídia brasileira, eu diria que a grita faz parte do jogo. É um dos caminhos institucionais da disputa. Enquanto as divergências ficam no terreno da retórica, estamos atuando de acordo com as regras. Pode não ser muito bonito, mas não vejo aí nenhuma ameaça. A democracia, como eu já disse, não tem o dom de eliminar o conflito latente na sociedade. E isto, aliás, nem seria desejável.

A imprensa quer derrubar Lula? Difícil acreditar. Ao contrário do que os setores mais à direita previam em 2.002 AD, o país não só não foi tomado pelo caos com a vitória do dirigente petista como vai muito bem com ele no poder. Na economia e em várias outras áreas sensíveis, Lula mostrou-se tão ou mais conservador do que seus antecessores tucanos. As diferenças pequenas entre as propostas dos principais candidatos a sucedê-lo são um bom indício de que uma eventual deposição dos petistas, ainda que desejada por certos setores, não vale o risco de uma aventura golpista. É mais negócio esperar a próxima crise económica, que abrirá uma excelente janela de oportunidade para a oposição. De resto, fazer acusações, xingar, propor "impeachment" (o PT pediu o afastamento de FHC), tudo isto é permitido pelo jogo.

E Lula pretende destruir a sociedade livre? Também me parece uma tolice. É fato que o presidente padece de incontinência verbal, o que invariavelmente o faz dizer coisas que deveria calar, mas, afora a paternal leniência para com aliados, aloprados e ditadores da estirpe de Ahmadinejad, Lula não tomou nenhuma medida de lesa-democracia. A principal "prova" apresentada pelos opositores é o Plano Nacional de Direitos Humanos 3, um decreto (sem força de lei) que elenca intenções do governo em áreas tão diversas como direitos de mulheres, crianças e populações indígenas, combate à tortura, à pobreza, ao racismo e às perseguições a minorias. Nessa extensa pauta, faz referências à "democratização" dos meios de comunicação. É um documento mais voltado à militância do que à base parlamentar, que, de resto, só teria algum efeito prático se convertido em projetos de lei específicos que fossem individualmente aprovados pelo Congresso.

No mais, todos os governos do mundo livre sempre tentam dar uma apertadinha na imprensa, que normalmente reage à altura. Nos regimes democráticos, tudo fica no reino do diz-que-diz e das pressões. É mais uma modalidade do jogo.

Cuidado. Não estou, com estas minhas observações, absolvendo Lula e o PT. Há fartos indícios de que petistas infringiram um bom número de artigos do Código Penal. Numa democracia mais madura, as consequências legais destes atos viriam em tempo hábil, provocando também repercussões políticas. A questão central, contudo, é que há uma diferença entre formar quadrilha, como a Procuradoria-Geral da República descreve o "mensalão", e atentar contra a democracia. O PT parece envolvido até o pescoço no primeiro pecado, mas é inocente do segundo.

E isto nos leva à questão de fundo desta coluna: por que raios, quando o assunto é política, as pessoas param de pensar com a cabeça e reagem apenas emocionalmente? O problema, receio, é mais grave. Eu diria que a política é um dos poucos assuntos onde conseguimos perceber com alguma clareza que nossos cérebros são profundamente enviesados. Em outras áreas, nosso órgão executivo central também age segundo um sistema de preferências internas preestabelecidas, com base em emoções e intuições morais esculpidas por condicionamentos culturais, mas nós mal nos damos conta disto.

Quem resume bem a situação é Robert Wright, em "Animal Moral": "O cérebro é como um bom advogado: dado um conjunto de interesses a defender, ele se põe a convencer o mundo da sua correção lógica e moral, independentemente de ter qualquer uma das duas. Como um advogado, o cérebro humano quer vitória, não verdade; e, como um advogado, ele é muitas vezes mais admirável por sua habilidade do que por sua virtude".

Este sistema está tão enraizado dentro de nós que, de acordo com o psicólogo Jonathan Haidt, depois que um juízo intuitivo foi proferido e reforçado por uma racionalização "post hoc" (o cérebro causídico), existem apenas quatro circunstâncias sob as quais esse juízo pode ser alterado. A primeira e a segunda têm mais a ver com interações sociais do que com pensamento propriamente dito. Elas são o efeito maria-vai-com-as-outras e a obediência a uma autoridade.

A força destes fenómenos já foi estabelecida em diversos experimentos psicológicos. Solomon Asch revelou como um indivíduo pode ser levado a dizer uma inverdade óbvia (o tamanho de diferentes objetos colocados à sua frente, por exemplo) se um bom número de pessoas (atores contratados) sustentar a mentira antes dele. Já Stanley Milgram, na célebre experiência que leva o seu nome, mostrou que, quando recebiam ordens dos cientistas (mesmo que sem muita ênfase), voluntários comuns eram capazes de desferir em outros seres humanos choques que acreditavam (falsamente) ser capazes de deixar graves sequelas.

As outras duas hipóteses levantadas por Haidt são mais promissoras para os amantes da razão. Ele as batizou de juízo racionalizado e reflexão privada. O problema é que só tendem a ocorrer quando a intuição moral inicial é muito fraca ou inexistente e a capacidade analítica do sujeito, forte. É só aí que o advogado pode sair de férias.

A razão está, então, condenada? Sim e não. A resposta depende de como a definimos. A ideia de que a escolha de um candidato a presidente (ou qualquer outra escolha que envolva maior conteúdo moral ou emocional do que decidir qual azeitona tirar da travessa) é resultado de uma reflexão que pesa prós e contras nos moldes preconizados pelos teóricos do Iluminismo fica de fato comprometida. A questão é que esse modelo jamais foi verdadeiro. Ele existia apenas nas cabeças dos "philosophes".

Como o neurologista português António Damásio mostrou, aquilo que chamamos de razão é resultado de complexos processos cerebrais catalisados por emoções. Sem elas, seria impossível até mesmo pensar. Como bem observa o neurocientista Michael Gazzaniga, autor de "Human: The Science Behind What Makes Your Brain Unique", esse rebaixamento do estatuto da razão talvez não seja uma má notícia. Afinal, se fôssemos todos 100% racionais o tempo todo, ninguém daria gorjeta num restaurante a que não pretende voltar e esposas abandonariam seus maridos doentes para ficar com um parceiro saudável. Num mundo perfeitamente racional, sempre vale a pena roubar a carteira do melhor amigo, se tivermos alguma garantia de que não seremos apanhados. São as emoções que possibilitam a moral e a ética.

O desafio diante de nós é aprender que os nossos cérebros são máquinas de autoengano e, na medida das possibilidades, tentar nos precaver contra o erro. No mundo contemporâneo, pensar racionalmente às vezes vale a pena.
Publicada por MagCalCauvin



AULA SOBRE PREDESTINAÇÃO E A REGRA SIMPLES DE HERMENÊUTICA



A refutação do artigo 48 textos bíblicos contra 12 descontextualizados..., do professor adventista Leandro Quadros, que é a resposta dele ao artigo Resposta ao Professor Leandro Quadros - "Na mira da verdade".



João 3:36

Diz o professor Leandro Quadros sobre João 3:36:

“Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.”

“Que coerência há em D-us predestinar alguns para a perdição sendo que há a possibilidade clara de uma pessoa se manter rebelde? É claro que o “se manter rebelde” é uma atitude humana diante da predestinação Divina.

“Outro detalhe: na expressão “quem crê no Filho” não há a mínima hipótese de fazer uma “eisegese” e dizer que o texto não se aplica a todos.”
João 3:36 não compartilha da sua ideia, de que quem se mantém rebelde é porque foi predestinado para isso, pois, seria afirmar ser D-us o autor do pecado e das decisões erradas dos pecadores. Mesmo crendo de coração na sinceridade sua e demais irmãos calvinistas, cada vez mais me conscientizo de que a predestinação determinista é diabólica por denegrir o caráter de D-us e limitá-Lo a própria Onisciência dEle.

Já expliquei antes aqui uma simples regra de hermenêutica, ignorada pelo professor e por muitos não-calvinistas. Se a Bíblia ensina duas verdades aparentemente contraditórias, as duas devem ser afirmadas igualmente. Uma conciliação em que a verdade A suplanta a B é um erro de interpretação bíblica. Quem quiser, explico melhor aqui.



A Bíblia ensina duas verdades de difícil conciliação:



- D-us decreta e determina todas as coisas e escolhe aqueles que serão salvos e os que serão condenados.

- As pessoas são condenadas porque, voluntariamente, se mantêm rebeldes a D-us.



O erro é entender que ou D-us endurece o coração dos condenados ou o condenado escolhe, por vontade própria, a condenação. O que acontece é que tanto Deus endurece o coração humano como o pecador, voluntariamente, se rebela contra Deus: Que diremos, pois? Há injustiça da parte de D-us? De modo nenhum! Pois ele diz a Moisés:


Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia. Porque a Escritura diz a Faraó: Para isto mesmo te levantei, para mostrar em ti o meu poder e para que o meu nome seja anunciado por toda a terra. Logo, tem ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz. (Romanos 9:14-18)



A ira de D-us revela-se do céu contra toda a impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; porquanto o que de D-us se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de D-us, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; porquanto, tendo conhecimento de D-us, não o glorificaram como D-us, nem lhe deram graças; antes, tornaram-se nulos nos seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos e mudaram a glória do D-us incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis. (Romanos 1:18-23)

No mesmo livro, as duas verdades são ensinadas. Logo, isto deve estar em mente quando analisamos João 3:36.



O erro do professor Quadros é exatamente o de sacrificar uma verdade em detrimento da outra em sua análise. Como os reformados interpretam João 3:36?



- De fato: todas as pessoas que crêem no Filho de D-us têm a vida.

- Só que, à luz de outros textos, entendemos que apenas crêem aqueles que são predestinados (eleitos), alcançados pela misericórdia de D-us.

- De fato: todos os que se mantêm rebeldes contra o Filho de D-us não verão a vida, e sentirão a ira divina.

- Só que, à luz de outros textos, entendemos que esses são todos reprovados por D-us para a salvação antes da fundação do mundo.



Diz o professor:


“Que coerência há em D-us predestinar alguns para a perdição sendo que há a possibilidade clara de uma pessoa se manter rebelde? É claro que o “se manter rebelde” é uma atitude humana diante da predestinação Divina.

Respondo eu:



1) Tanto a pessoa se mantém rebelde como D-us a predestina à perdição. Simples, não? E bíblico também.

2) O professor Leandro Quadros acredita que todos são predestinados à salvação. Por isso, ele diz que se manter rebelde é uma atitude humana contra à predestinação divina. Aí sou quem pergunto:



- Qual o sentido de D-us pré-destinar alguém se a destinação depende da reação da pessoa? Aí não seria predestinação, seria pós-destinação...erro de português, de lógica e de teologia.

- Como fica Romanos 9:14-18 onde D-us diz claramente que têm misericórdia de uns (eleitos para a salvação) e endurece aos outros (predestinados à perdição)?



Mas Quadros continua:


“Outro detalhe: na expressão “quem crê no Filho” não há a mínima hipótese de fazer uma “eisegese” e dizer que o texto não se aplica a todos.”

Sim, professor, se aplica a todos os homens. Todos os que creem são salvos. Perfeito! O senhor só esqueceu que todos eles, sem exceção, são predestinados também. Todos eles, e somente eles.



Para fechar, Quadros afirma:


João 3:36 não compartilha da sua ideia, de que quem se mantém rebelde é porque foi predestinado para isso, pois, seria afirmar ser De-s o autor do pecado e das decisões erradas dos pecadores. Mesmo crendo de coração na sinceridade sua e demais irmãos calvinistas, cada vez mais me conscientizo de que a predestinação determinista é diabólica por denegrir o caráter de D-us e limitá-Lo a própria Onisciência dEle.

Sobre D-us e o pecado, recomendo o texto Deus decreta pecados? que pode ser lido neste blog. Quanto ao determinismo da predestinação, ela não anula a onisciência divina. D-us sabe de tudo, claro, porque Ele decretou tudo o que vai acontecer. E, sim, claro, D-us conhece todos os cenários possíveis e impossíveis para o desenvolvimento da História. A predestinação não diminui um milímetro da onisciência divina.



Agora, o ponto de vista defendido por Quadros é que diminui... a onipotência e a soberania divinas. D-us não é alguém que reage aos acontecimentos. Ele usa ativamente o Seu poder, quando Lhe convém, para controlar tudo o que acontece.

Fonte:
http://reformaecarisma.blogspot.com/2010/05/ultima-resposta-leandro-quadros-parte.html


Jesus Cristo (YAOHÚSHÚA) liberta da Mansão dos Mortos (Seol/Hades) a Adão e as suas Companheiras/Esposas, conhecidas como Lilith e Khavyáo (Javá, Eva) do Cativeiro da morte:
http://magcalcauvin.wordpress.com/2010/09/30/2327/



Tema - Verbete Profundo sobre a Predestinação e a Graça no catolicismo religioso erudito e escoliasta: Divergências entre dominicanos e jesuitas vide http://www.protestantedigital.com/new/nowleerarticulo.php?r=349&a=3941

Finalização do Verbete: A predestinação bíblica do B'rit Hadashah/Escrituras Gregas Cristãs/Novo Testamento/Novo Encontro é preterida parcialmente pela "predestinação marista" entre os religiosos e "associados-benfeitores" montfortinos e os demais crentes católicos e calvinistas "prudentes" [estes crentes protestantes inclusivos e ecuménicos não querem perder o corpo de pecado na vindoura ressurreição - http://magcalcauvin.wordpress.com/2010/10/14/apotegma-de-agostinho/ e que desejam adorar ao ELE/ELA - D-US {http://magcalcauvin.wordpress.com/2010/10/13/d-us-significa-ele-elaela-ele-d-us-como-uma-triade-na-historia-judaica/} com o perfeito louvor reverente] que se regem por um regime de orientação marcadamente matriarcal, qui legit, intelligant, "aquele que lê, entenda!", qui potest capere, capiat, "quem pode compreender, compreenda!" (Citações prementes e incisivas do santíssimo Evangelho de Man-YÁOHU [Mateus] 24:15 e 19:12, leia-as na sua Bíblia de Família; antes de ler o PDF marista, faça uma pausa orante por aqueles que sofrem, enquanto lê http://newsroom.blogs.cnn.com/2010/10/15/it-will-get-better/): http://www.salvemaria.org.br/pub/publicacoes/a2fdc7a302ee6bf5db76d7d4f87ca163.pdf

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Sou católico, apostólico, romano e monárquico (como Salvador Dalí). Também, católico calvinista, florentino, renascentista, aristotélico-tomista e pessimista. Acrescento, epicúrio e do Real Madrid. Ecologista não fanático, vegetariano muitas vezes não practicante, flâneur infatigável, anarquista de direitas e "frívolo, mas não superficial.
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    KSS: TWITTER TRENDS IN SPAIN | KLEZMER MUSIC

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    http://amesadecafe.wordpress.com/2008/09/21/musica-klezmer-feita-em-portugal/ http://worldmusic.about.com/od/europeanjudaica/p/Klezmer.htm
    Concelho de Braga, Portugal »» Abro uma frente contra o individualismo liberal, que reduz tudo o que envolve a Humanidade à mera economia, e contra o totalitarismo que faz desaparecer o individuo dentro da máquina absorbente do Estado e da Religião, proclamo que somente numa sociedade com vida própria pode desenvolver-se a liberdade concreta a que a humanidade tem direito. O moto “Ecclesia Reformata et Semper Reformanda Est” (“Igreja Reformada e sempre reformando-se”) continua vigente. Quero reforçar a sociedade como travão ao Estado e à Religião, a fim de proteger e promover a liberdade do Indivíduo. Corresponde ao Estado a função de coordenador político, para manter a unidade teológica e orgánica do corpo social, dirigindo, vigiando e impulsionando a vida colectiva. Through the grace of our Lord YAOHÚSHUA (Jesus), the love of G-d, and the communion of the ‘Rukha Hol-Hodshúa (Holy Spirit), I trust in the one triune G-d (YÁOHU ULHÍM), the Shúam (Name), the Holy One of Yaoshorúl (Israel), whom alone I worship and serve (http://gamc.pcusa.org/ministries/pda/). God comes to us in free and undeserved favor in the person of YAOHÚSHUA who lived, died, and rose for us that we might belong to G-d and serve Mehushkhay (Christ) in the world. Following YAOHÚSHUA, Presbyterians are engaged in the world and in seeking thoughtful solutions to the challenges of our time. Presbyterians affirm that G-d comes to us with grace and love in the person of YAOHÚSHUA, who lived, died, and rose for us so that we might have eternal and abundant life in him. As Mehushkhay’s (Christ’s) disciples, called to ministry in his name, we seek to continue his mission of teaching the truth, feeding the hungry, healing the broken, and welcoming strangers. G-d sends the ‘Rukha Hol-Hodshúa (Holy Spirit) to dwell within us, giving us the energy, intelligence, imagination, and love to be Mehushkhay’s (Christ’s) faithful disciples in the world. More than two million people call the Presbyterian Church, http://www.pcusa.org/, (in the U.S.A.) their spiritual home. Worshipping in 10,000 Presbyterian congregations throughout the United States (also in other countries and cities like the city of Braga, Portugal [NOT DIRECTLY CONNECTED BUT INSPIRED BY]: Apresento-vos, amados santos (consagrados) do D-us Ela-Ele/Ele-Ela Eterno, formalmente a MINHA AMADA IGREJA/OHOLYÁO/CONGREGAÇÃO OFICIAL, no meu magnífico site/sítio: http://www.wix.com/ViktorMoreno/conviteavalsa: IGREJA BAPTISTA (PRESBITERANA) PENTECOSTAL – Vias Prebendas dignas duma lauda ou de um asteísmo: Rua de S. Martinho, 9 / Rua Manuel Álvares, 9, Braga; Horários: Terça: 20:30/21:00 (Verão: 21:00); Sábado: 19:00 hrs (Abaixo dos Bombeiros Municipais; em frente da gasolineira “BP” – Sapadores) C.P./Cidade: 4700 Braga; Telemóvel oficial do Pastor: 964 803 540, “ESCRITURAS OFICIAIS”: http://verdadesquelibertam.wordpress.com/as-escrituras-na-versao-yaohushua-clique-aqui/), they engage the communities in which they live and serve with G-d’s love. IGREJA EVANGÉLICA CONSERVADORA FUNDAMENTALISTA EM BRAGA Endereço Rua da Cruz da Pedra, 39 Sítio e contacto Ceia do Senhor Domingo, 10:00 Escola Dominical Domingo, 10:45 Preg. Evangelho Domingo, 10:45 Estudo Bíblico Quarta, 21:00 Oração Sexta, 21:00 Jovens Sábado, 20:30 Senhoras Último Domingo, 15:30 Anciãos Samuel Antunes Vieira, Ernesto da Silva Vieira e David Antunes Vieira Observações Início da presença da Igreja na localidade: Junho de 1957 Data de comemoração de aniversário: 4 de Junho

    Kids Shabbos School

    Esta semana oramos por:

    BÍBLIAS EM VÁRIOS IDIOMAS E TODOS OS MEUS POSTS




    Tags: MTV Shows
    Estudo alerta para ingestão de peixes contaminados com mercúrio A ingestão de peixe contaminado com mercúrio é a principal via de exposição ao metal tóxico e uma ameaça para a saúde no mundo todo, segundo um relatório publicado na revista científica sueca "Ambio". O estudo, elaborado a partir de cinco artigos de especialistas e divulgado hoje pela imprensa britânica, indica que, atualmente, o grau de contaminação com mercúrio industrial é três vezes maior que antes da Revolução Industrial. A poluição de oceanos, lagos, rios e mares deixou alguns peixes com altos níveis tóxicos de mercúrio, cuja ingestão é especialmente prejudicial para grávidas, recém-nascidos e crianças. Os danos causados, inclusive pelos baixos níveis de mercúrio, no desenvolvimento do cérebro são conhecidos há décadas, mas os cientistas do estudo ressaltam que ainda não foi feito o suficiente para reduzir a exposição ao mínimo. O relatório, aprovado por mais de mil cientistas na Conferência Internacional sobre a Contaminação do Mercúrio, realizada no segundo semestre do ano passado, em Madison (Estados Unidos), destaca que os efeitos tóxicos do mercúrio também aumentam o risco de ataques cardíacos, especialmente entre os homens adultos. Apesar da redução das emissões de mercúrio registradas nos países desenvolvidos nos últimos 30 anos, os níveis continuaram elevados por causa das emissões dos países em desenvolvimento. Segundo o professor da Universidade de Wisconsin James Wienes, as implicações políticas da descoberta "são claras". Nos Estados Unidos, a fim de reduzir a exposição ao mercúrio, o Governo lançou uma campanha para alertar as mulheres grávidas para o consumo limitado de peixes, especialmente de pescado branco e mariscos, que devem ser ingeridos em quantidades inferiores a 340 gramas por semana. Uma medida similar é promovida pela agência sanitária britânica, a Food Standards Agency, que aconselha as grávidas a evitar o consumo de tubarão e peixe-espada, e limitar o de atum, já que estes são os peixes com os níveis de mercúrio mais elevados. No entanto, pesquisadores britânicos da Universidade de Bristol descobriram que o pescado também contém ácidos ômega 3 e outros nutrientes essenciais para o desenvolvimento do cérebro, apesar da ameaça que supõe para a saúde sua contaminação com mercúrio. A partir de um estudo com 9.000 famílias, o relatório, publicado na revista britânica "The Lancet", concluiu que os riscos do consumo de peixes são superados por seus benefícios. Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2007/03/08/ult1766u20692.jhtm
    Thaeme e Thiago - Apocalipse (Part. Marcos e Belutti).mp3
    Força Jovem Brasil
    Vancouver Riots 2011
    Hour of Power 2158 (Full Episode) from Crystal Cathedral Ministries on Vimeo.
    Kalumbonjambonja (the PDF Edition) – Versão Revista em Junho 2011http://www.scribd.com/embeds/58688769/content?start_page=1&view_mode=list&access_key=key-98b01xvklntkfrsftp0 Os Meus Posts
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    Religion Blogs
    blog sites
    Festa da Taça já começou, siga aqui!



    Rapture aside, America's evangelical Christians deserve a little respect
    Tim Stanley - The Telegraph - 22 May 2011          
    Thanks to Vaal for the link Last week I went to a small evangelical church in West Los Angeles to test the mood pre-Rapture. This particular congregation did not buy the prediction by...
    CBS News - CBS - 22 May 2011          
    An aspect of religion that intrigues me is its capacity to con money out of a seemingly endless supply of gullible idiots. Is there anything so stupid that, if you put it out there, you can't find...
    The Thinking Atheist - YouTube - 21 May 2011
    This is worth watching
    Leonard Susskind - TED - 21 May 2011          
    Thanks to weavehole for the link What's it like to be pals with a genius? Onstage at TEDxCaltech, physicist Leonard Susskind spins a few stories about his friendship with the legendary Richard...
    TAGGED: PHYSICS, SPEECHES
    Ben Goldacre - Guardian - 21 May 2011
    Here's no surprise: beliefs that we imagine to be rational are bound up in all kinds of other stuff. Political stances, for example, correlate with various personality features. One major review in...
    Eric MacDonald - Choice in Dying - 21 May 2011          
    This is the second instalment of (former Reverend) Eric MacDonald's replies to reviews of The God Delusion , following the one we posted yesterday. He promises more, and I, for one, look forward to...
    Greta Christina - AlterNet - 20 May 2011          
    Atheists, by definition, don't think any religion has any reasonable likelihood of being true. And yet, for some weird reason, we're often asked to choose between them. Believers often accuse us...
    TAGGED: RELIGION, WINGNUTS
    David Silverman - CNN - 20 May 2011          
    Let nobody doubt that religion hurts people. Good, intelligent, caring people suffer every day and everywhere at the hands of religion, the happy lie. Religion is used by dishonest people who...
    Jerry Coyne - WEIT - 20 May 2011
    I’m so glad that Eric’s website, Choice in Dying, has taken off in a big way. He regularly posts thoughtful commentaries, and, unlike most of us, can’t be accused of theological naivité (he was,...
    Eric MacDonald - Choice in Dying - 20 May 2011
    I’ve been reading reviews of Richard Dawkins’ The God Delusion over the last few days. There are a surprising number of them. Most of them, as is to be expected, no doubt, are written by religious...
    ASHLEY PARKER - The New York Times - 20 May 2011          
    Abby Haddad Carson and Robert Carson say Saturday is Judgment Day; the children, Joseph, Faith and Grace, do not The Haddad children of Middletown, Md., have a lot on their minds: school...
    TAGGED: RAPTURE, WINGNUTS
    - - RDF Store - 20 May 2011          
    Evolution Fun for Kids! Award winning evolution activity playmat, poster and activity guide Special introductory prices, click here to buy
    Bang goes the theory - BBC - 19 May 2011          
    We've already posted a brief, edited version of this conversation, and promised that the full version would come along later. Here, now, is the full version. Link to original post and comments ...
    Ruth Gledhill - The Times - 19 May 2011          
    Religion should not be allowed to “hijack” the great cultural resource of the Bible, according to the atheist scientist Professor Richard Dawkins. Asked by the Labour MP Frank Field, chairman...
    Michelle Boorstein - Washington Post - 19 May 2011          
    UPDATE (thanks to Miranda Celeste for the link): a pdf of the 143-page report itself is here . The largest study ever done on youth sexual abuse by Catholic clergy concludes that the scandal...
    British Humanist Association and RDFRS - BHA website - 18 May 2011          
    Date: 9th June 2011 Start time: 7:00pm for 7:30pm start - 8:30pm Venue: Logan Hall, Institute of Education, 20 Bedford Way, London WC1H 0AL Tickets: Non-members £6.00; £4.00 for BHA members...
    Bart Erhman - YouTube - 18 May 2011          
    This is a very nice – and witty – little vignette by Bart Ehrman. The central Christian dogma of the Trinity, it turns out, occurs in only one place in the bible, in the first epistle of John,...
    TAGGED: RELIGION

    AVISO DO BLOGUE:
    Abro uma frente contra o individualismo liberal, que reduz tudo o que envolve a Humanidade à mera economia, e contra o totalitarismo que faz desaparecer o individuo dentro da máquina absorbente do Estado e da Religião, proclamo que somente numa sociedade com vida própria pode desenvolver-se a liberdade concreta a que a humanidade tem direito. O moto "Ecclesia Reformata et Semper Reformanda Est" ("Igreja Reformada e sempre reformando-se") continua vigente. Quero reforçar a sociedade como travão ao Estado e à Religião, a fim de proteger e promover a liberdade do Indivíduo. Corresponde ao Estado a função de coordenador político, para manter a unidade teológica e orgánica do corpo social, dirigindo, vigiando e impulsionando a vida colectiva. Through the grace of our Lord YAOHÚSHUA (Jesus), the love of G-d, and the communion of the 'Rukha Hol-Hodshúa (Holy Spirit), I trust in the one triune G-d (YÁOHU ULHÍM), the Shúam (Name), the Holy One of Yaoshorúl (Israel), whom alone I worship and serve (http://gamc.pcusa.org/ministries/pda/). God comes to us in free and undeserved favor in the person of YAOHÚSHUA who lived, died, and rose for us that we might belong to G-d and serve Mehushkhay (Christ) in the world. Following YAOHÚSHUA, Presbyterians are engaged in the world and in seeking thoughtful solutions to the challenges of our time. Presbyterians affirm that G-d comes to us with grace and love in the person of YAOHÚSHUA, who lived, died, and rose for us so that we might have eternal and abundant life in him. As Mehushkhay's (Christ’s) disciples, called to ministry in his name, we seek to continue his mission of teaching the truth, feeding the hungry, healing the broken, and welcoming strangers. G-d sends the 'Rukha Hol-Hodshúa (Holy Spirit) to dwell within us, giving us the energy, intelligence, imagination, and love to be Mehushkhay's (Christ’s) faithful disciples in the world. More than two million people call the Presbyterian Church, http://www.pcusa.org/, (in the U.S.A.) their spiritual home. Worshipping in 10,000 Presbyterian congregations throughout the United States (also in other countries and cities like the city of Braga, Portugal (Observation: My Church is not directly connected but inspired by): Apresento-vos, pois, formalmente a MINHA AMADA IGREJA OFICIAL, http://www.wix.com/ViktorMoreno/conviteavalsa: IGREJA BAPTISTA (PRESBITERANA) PENTECOSTAL - Vias Prebendas dignas duma lauda ou de um asteísmo: Rua de S. Martinho, 9 / Rua Manuel Álvares, 9, Braga; Horários: Terça/Quinta: 20:30/21:00 (Verão: 21:00); Sábado: 19:00 hrs (Abaixo dos Bombeiros Municipais; em frente da gasolineira "BP" - Sapadores) C.P./Cidade: 4700 Braga; Telemóvel oficial do Pastor: 964 803 540, "ESCRITURAS OFICIAIS": http://verdadesquelibertam.wordpress.com/as-escrituras-na-versao-yaohushua-clique-aqui/), they engage the communities in which they live and serve with G-d’s love. To ilustrate read the blog's article about women's leadership in Church: http://supralapsarianismo.wordpress.com/2010/10/11/damasio-%e2%80%9co-signo-o-tempo-e-a-consciencia%e2%80%9d-maria-a-mae-de-yaohushua-era-hermafrodita-como-o-afirmam-alguns-muculmanos/
    Também temos uma reflexão democrática com o contraditório: http://conviteavalsa.blogspot.com/2010/09/yaohushua-e-o-nosso-sumo-bem-da.html

    Bento Domingues: Os partidos na Igreja

    No "Público" de 22 de Maio de 2011 AD


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        Morada: Travessa Dr. Francisco Machado Owen, 45 (Bairro Social St.ª Tecla) 4710 - 322 Braga Telefone: 253 271 266 Horário das Reuniões: Domingo - 10:00 Escola Dominical Domingo - 11:00 Culto 5ª Feira - 21:00 Estudo Bíblico Pastor responsável: Revª. Eunice Alves Telemóvel: 963 107 631
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    Fernanda Henriques, da Universidade de Évora, constatando que D'us se tornou um ídolo masculino patriarcal - se D'us é masculino, o masculino é D'us e, então, como é que as mulheres se pensam quando se dirigem a D'us figurado no masculino -, afirmou que as teologias feministas devem ser um braço da teologia da libertação, fundamentais para a renovação da Igreja (independente da denominação cristã) e decisivas para equilibrar as representações do homem e da mulher no seu valor na sociedade.
    Documento Final – Compromisso da Cidade do Cabo - Parte I PDF Imprimir E-mail
    Seg, 16 de Maio de 2011 AD
    Documento Final – Parte 2/4
    Congresso Lausanne III
    Compromisso da Cidade do Cabo
    5. Nós amamos o Espírito Santo
    Nós amamos o Espírito Santo na unidade da Trindade, juntamente com o Deus Pai e o Deus Filho. Ele é o Espírito missionário enviado pelo Pai missionário e pelo Filho missionário, que sopra vida e poder na Igreja missionária de Deus. Nós amamos e oramos pela presença do Espírito Santo, pois sem que o Espírito testemunhe de Cristo, o nosso testemunho é inútil. Sem a obra de convencimento do Espírito, é vã nossa pregação. Sem os dons, a direção e o poder do Espírito, nossa missão é mero esforço humano. E sem o fruto do Espírito, nossas vidas desinteressantes não conseguem refletir a beleza do evangelho.
    A) No Antigo Testamento vemos o Espírito de Deus ativo na criação, em obras de libertação e de justiça, enchendo pessoas do Espírito e capacitando-as para todo tipo de serviço. Profetas cheios do Espírito aguardavam ansiosamente a vinda do Rei e Servo, cuja Pessoa e obra seriam capacitadas pelo Espírito de Deus. Os profetas também aguardavam a era que seria marcada pelo derramamento do Espírito de Deus, trazendo nova vida, obediência renovada e dons proféticos para todo o povo de Deus, jovens e velhos, homens e mulheres.[17]

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    Hour of Power Ep. 2153 - Full Hour from Crystal Cathedral Ministries on Vimeo.
    Amazing Grace performed by Crystal Cathedral Choir & Worship Team - 2153 from Crystal Cathedral Ministries on Vimeo.
    Hour of Power EP. 2154 - Full Hour from Crystal Cathedral Ministries on Vimeo.
    [TRU:] YOUNG TELEVISION
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    KSS: SHABBOS/SHABBAT

    CATEGORIAS FUNDAMENTALISTAS NÃO INCLUSIVAS E INCLUSIVAS | A ESPERANÇA DOS DEFICIENTES

    2120 Full Hour from Crystal Cathedral Ministries on Vimeo.

    The Fundamental Top 500


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